Manuela Aranha com Cristina Pedra, Rubina Leal e Helena Leal, Câmara Municipal do Funchal, 8 de maio de 2024, ilha da Madeira.
Categorias
Descrição
Manuela Aranha com Cristina Pedra, Rubina Leal e Helena Leal
(1931-)
Fotografia Ligia Neves/Jornal da Madeira, 8 de maio de 2024.
Câmara Municipal do Funchal, ilha da Madeira.
Manuela Aranha da Conceição (Funchal, 2 jun. 1931; -) destacou-se no panorama artístico como escultora e medalhista. Estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, foi Diretora Regional dos Assuntos Culturais e deixou um legado artístico significativo. Em reconhecimento do seu trabalho, recebeu em 2014 o título de Comendadora da Ordem de Mérito e, em 2018, a Insígnia Autonómica de Valor.
Maria Cristina Andrade Pedra Costa (Monte, Funchal, 13 maio 1966; -), é uma advogada, empresária e política madeirense, que presidiu em 2013 à ACIF, tendo sido a primeira mulher a exercer aquele cargo na história daquela associação comercial. Em 2021, aceitou, como independente, integrar a lista concorrente à Câmara Municipal do Funchal, encabeçada pelo Dr. Pedro Calado (1971;-), lista que saiu vencedora e, ocupando Cristina Pedra a vice-presidência. Com a crise de jan. 2024, em que Pedro Calado se viu obrigado a renunciar ao mandato, Cristina Pedra veio a ocupar a presidência da Câmara Municipal do Funchal, sendo também a primeira mulher a ocupar aquele cargo.
Rubina Maria Branco Leal Vargas (Funchal, jun. 1966; -) é licenciada em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e pós-graduada em Proteção de Menores pelo Centro de Direito de Família da Faculdade de Direito de Coimbra. Iniciou a sua atividade profissional em 1989 no Instituto de Reinserção Social, sendo, em jun. 2001, chefe de gabinete do Ministro da República para a Região; em jul. 2005, vereadora à CMF; em abr. 2015, secretária regional de Inclusão e Assuntos Sociais, no XII Governo Regional da Madeira; em out. 2017, voltou a deputada na Assembleia. Na primeira reunião plenária da XV Legislatura, a 10 de abril de 2025, foi eleita para a presidência da mesa, com a confortável situação de ter sido eleita com 39 votos a favor e oito brancos, ou seja, sem qualquer voto contra, em eleição de voto secreto depositado em urna, sendo a primeira mulher presidente da assembleia legislativa da Madeira e de um órgão de governo próprio da Região, o que despertou algum interesse na comunicação social, dada a baixa presença feminina nos altos quadros de governação madeirense.
A Câmara Municipal do Funchal assinalou, o Dia Internacional da Mulher de 2024 com um conjunto de atividades, entre as quais a cerimónia de distinção às mulheres do concelho, dinamizada pelo Conselho Municipal para a Igualdade de Género e Não Discriminação, na qual foram, esta manhã, homenageadas 41 cidadãs de diversas profissões. Na ocasião, Cristina Pedra, presidente da autarquia, referiu olhar para esta comemoração “pela positiva”, destacando o facto da composição da vereação da CMF ser maioritariamente feminina, com quatro mulheres em seis. A autarca apontou, ainda, para a necessidade de “continuar a trabalhar no sentido de assegurar o desenvolvimento do futuro, em convergência, mas sem intimidações, independentemente dos géneros”. Por sua vez, Helena Leal, vereadora com o pelouro da Igualdade de Género, referiu o combate à discriminação e a promoção da “igualdade de oportunidades” no Funchal, como principais objetivos do Conselho Municipal Para a Igualdade de Género.