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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
2024-05-01
Data de Publicação:
24/05/2026
Autor:
Câmara Municipal do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-24
Proprietário da Peça:
Diocese do Funchal
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Deposição das Chaves da Cidade aos pés de São Tiago Menor, Cristina Pedra, 1 de maio de 2024, Sé do Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Deposição das Chaves da Cidade aos pés de São Tiago Menor
    Sendo presidente da CMF, Cristina Pedra (1966-)
    Fotografia de 1 de maio de 2024.
    Capela-mor da sé da Sé, Funchal, ilha da Madeira.

    Maria Cristina Andrade Pedra Costa (Monte, Funchal, 13 maio 1966; -), é uma advogada, empresária e política madeirense, que presidiu em 2013 à ACIF, tendo sido a primeira mulher a exercer aquele cargo na história daquela associação comercial. Em 2021, aceitou, como independente, integrar a lista concorrente à Câmara Municipal do Funchal, encabeçada pelo Dr. Pedro Calado (1971;-), lista que saiu vencedora e, ocupando Cristina Pedra a vice-presidência. Com a crise de jan. 2024, em que Pedro Calado se viu obrigado a renunciar ao mandato, Cristina Pedra veio a ocupar a presidência da Câmara Municipal do Funchal, sendo também a primeira mulher a ocupar aquele cargo.
    Cronologia do Voto: Séc. 15, finais - execução do Santiago Maior nas oficinas de Dieric Bouts (1415-1475) para uma das capelas da sé do Funchal, levado depois em procissão para a nova capela de São Tiago Menor (hoje no Museu Diocesano de Arte Sacra do Funchal); 1521, 7 mar. - grande surto de peste no Funchal, que chega a levar ao abandono parcial da cidade; 11 jun. - auto do voto da cidade em que saiu por sortes como padroeiro Santiago Menor; 1523, 24 jan. - renovação voto da cidade a Santiago Menor, acrescentando-se os bem aventurados São Sebastião e São Roque, habituais padroeiros contra as epidemias, como padroeiros secundários; 21 jul. - procissão da Sé para o cabo do calhau e lançamento da 1ª pedra da futura igreja; c. 1530 - tríptico de Santiago Menor e São Filipe, celebrados no mesmo dia 1 de maio, com os retratos de Simão Gonçalves da Câmara (1460-1530) e família, da oficina flamenga de Pieter Coeck Van Aelst (1502-1556), hoje no Museu de Arte Sacra; ; 1532, 26 maio - carta de D. João III (1502-1557) estabelecendo a coutada do Caniço a partir desta igreja, dada como limite do Funchal; 1538, 2 jan. - terramoto no Funchal ajudando à proliferação dos casos de peste; 1º Maio - renovação do voto e procissão da Sé para a Igreja de Santiago e entrega das varas ao Santo (tradição que ainda se mantém); c. 1540 - execução no Japão de um pequeno cofre (nambam), propriedade da confraria do Santíssimo (hoje no Museu de Arte Sacra); 1567 - execução da predela para o tríptico de Santiago por uma oficina portuguesa; idem. - representação na planta do Funchal de Mateus Fernandes III (c. 1520-1597); c. 1590 - tábua do Anjo da Guarda da oficina de Diogo Teixeira (c. 1540-1612); Séc. 17, inícios - execução de uma Piedade numa oficina "moralesca"; 1632, 22 jun. - renovação camarária do Voto; 25 jul. - sagração das obras de ampliação da primitiva igreja em dia de Santiago Maior pelo bispo D. Jerónimo Fernando (c. 1590-1650);  Séc. 17, finais / 18, inícios - execução por uma oficina de Lisboa das 4 grandes telas do Triunfo da Eucaristia; 1748, 31 mar. - terramoto no Funchal que arruína gravemente a antiga igreja; 1751 - reconstrução da igreja de Santiago segundo traça do mestre das obras reais Domingos Rodrigues Martins (c. 1710-1781); 1754, 30 jan. - determinação camarária da demolição da nova igreja para ampliação; c. 1760 - contrato camarário com o pintor João António Vila Vicenzo (ou Vilavicêncio, c. 1720-1796) para as novas obras; 1768 - conclusão dos trabalhos da nova igreja; 1789 - transladação da imagem de São Tiago da Sé para a nova igreja em Santa Maria Maior; 1803, 20 jan. - transferência da capela camarária de São Sebastião das imagens de Nossa Senhora e de São Sebastião, também padroeiro da cidade (hoje no Paço Episcopal e no Núcleo Museológico da Praça de Colombo); 9 out. - aluvião no Funchal que destruiu irremediavelmente a velha matriz de Nossa Senhora do Calhau, passando a servir de matriz a igreja camarária de São Tiago, como se lê, de forma, talvez abusiva, na fachada: "Hic lapis indicat liberalitatem senatus et populi hance cclesiam Fidelissimo Principi Regenti offerentium in locum parochiae per inundationem aquarum destructae. Anno Domini MDCCCIII"; ; 1804, 21 jul. - rescrito apostólico do papa Pio VII colocando a Madeira sob a proteção da Virgem; c. 1810 - execução da tela do camarim do altar-mor por um dos seguidores da oficina de Nicolau Ferreira Duarte (1731-c. 1800); 1854 - execução do órgão, atribuído ao brigadeiro Vicente Serafim Bettencourt Severino; 1940 - recolha das pinturas flamengas (Santiago e tríptico com os doadores para restauro,  hoje no Museu de Arte Sacra); 1946, 1 maio - presença na procissão do voto desse ano de D. Teodósio de Gouveia, cardeal de Lourenço Marques (São Jorge, ilha da Madeira, 13 maio 1889; Lourenço Marques (hoje, Maputo), 6 fev. 1962); 1950 (c.) - execução das imagens dos altares laterais, nas oficinas de Braga;  2003, 11 out. - colocação de 2 placas na fachada alusivas à passagem da sede da freguesia para esta igreja pelo padre Rafael Maria Andrade (1935-2021); 2007 - colocação de um largo lambrim de azulejos ao gosto do XVIII na capela-mor em homenagem ao padre Rafael Maria Andrade; 2009, 1 maio - colocação de uma placa na fachada em homenagem a São Tiago Menor por um grupo de devotos.