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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2026-02-00
Data de Publicação:
11/05/2026
Autor:
Vhils
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-11
Proprietário da Peça:
Jornal Expresso
Proprietário da Imagem:
Atelier Vhils/Expresso
Autor da Imagem:
Vhils
Marcelo Rebelo de Sousa, esboço do retrato a tinta sobre papel de Vhils, fevereiro de 2026, cedido ao jornal Expresso, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição

    Retrato de Marcelo Rebelo de Sousa
    (Lisboa, 12 dez. 1948-)
    Desenho e
    sboço do retrato, tinta sobre papel
    Vhils (Alexandre Farto, 1987-), fevereiro de 2026
    Trabalho depois feito por camadas de jornais, de manchetes, crises e memórias acumuladas ao longo de uma década, trabalhados como novo retrato oficial de Marcelo Rebelo de Sousa, que rompe assim com a tradição ao trocar a pintura sobre tela por um novo suporte trabalhado como rosto do Presidente, que reconheceu que "foi a ideia mais louca que tive".
    O retrato oficial foi apresentado depois a 4 de março de 2026.
    Imagem do
    Ateliê de Vhils no Barreiro, depois cedido ao jornal Expresso, Lisboa, Portugal

    Vhils é pseudónimo do grafitti português Alexandre Farto (1987-), que se tornou num dos mais promissores artistas de Arte Urbana, depois de 2008, quando terminou a sua formação na University of the Arts em Londres, com intervenções um pouco por todo o Mundo e certa projeção já na Ásia. Tem voltado periodicamente ao seu local de origem, a margem Sul e o Seixal, mas não abdicando de uma grande intervenção internacional por vários pontos do globo, especialmente, Shangai, na China ou em Hong Kong.
    Alexandre Farto apresentou-se em Belém como alguém que vem "da margem sul, da freguesia da Arrentela, Seixal, de pintar paredes e, às vezes, comboios", e referiu que inicialmente não aceitou o desafio de fazer o retrato do presidente Marcelo, com o qual nem sempre esteve politicamente "alinhado". 
    Na sua intervenção, deixou uma mensagem de agradecimento à escola pública e afirmou que os seus pais e ele são a prova de que o "elevador social" proporcionado pelo Estado, "quando funciona, transforma gerações", e espera que o mesmo aconteça com as suas duas filhas recém-nascidas. Se hoje o seu trabalho entra no Museu da Presidência da República "não é para se domesticar, é para que a contemporaneidade tenha lugar nas nossas instituições, ao lado da história que já está nestas paredes", justificou. Segundo o artista, "os incêndios, a pandemia, as crises políticas", bem como "as ruturas" do atual "contexto global de populismo amplificado pela disrupção tecnológica vigente", tudo isso "está aqui, nestas camadas, literalmente". "Um retrato que não é uma homenagem, é uma escavação. À superfície pode ser uma imagem ou pode mostrar as camadas que fizeram o presidente ser o que é hoje. Escolhi mostrar as camadas", acrescentou.