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Arquipelago de Origem:
Lisboa e Vale do Tejo
Data da Peça:
2024-07-06
Data de Publicação:
08/05/2026
Autor:
Dupla Ruído
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-08
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Mural Liberdade com O papel da imprensa na Revolução, Dupla Ruído, 30 de junho a 6 de julho de 2024, Centro Comunitário de Povos, Vila Franca de Xira, Portugal

Categorias
    Descrição
    Mural Liberdade com O papel da imprensa na Revolução
    Mural 7
    A imprensa teve um papel fundamental durante a Revolução dos Cravos, tanto na preparação quanto na difusão dos acontecimentos. Antes do 25 de Abril, muitos jornalistas corajosamente enfrentaram a censura para informar a população. No dia da revolução, rádios e jornais rapidamente transmitiram notícias e orientações, ajudando a coordenar as ações do MFA e a mobilizar a população. Posteriormente, a liberdade de imprensa foi um dos principais ganhos, permitindo um fluxo livre de informações e ideias. Este mural reproduz uma fotografia do dia 25 de abril de 1974, em Lisboa, onde um militar consulta o jornal A Capital, que numa edição do meio-dia noticiava o Golpe Militar desencadeado na madrugada anterior.
    Dupla Ruído, dos artistas Frederico Draw, Frederico Soares Campos (1988-) e Rodrigo Alma, Rodrigo Guinea Gonçalves (1984-), 30 de junho a 6 de julho de 2024.
    Centro Comunitário de Povos, Vila Franca de Xira, Portugal

    Para celebrar o 50.º aniversário do 25 de Abril de 1974, marco histórico da democratização de Portugal, a dupla Ruído, com o apoio do Turismo de Portugal, apresentou o projeto que visava criar uma série de 14 murais em diferentes cidades do país, ao longo do ano de 2024, representando temas marcantes relacionados com a Revolução dos Cravos e com a sua herança histórica, tendo o da Madeira, sido inaugurado na Casa da Música de Machico, a 6 de setembro de 2024, com o tema A Cantiga é Uma Arma e dedicado ao padre José Martins Júnior (1938-2025), que faleceria no ano seguinte. O primeiro mural foi pintado em Bragança, como o mote de  Manifestações Populares e o título As Forças Armadas Querem Salvar Portugal, lembrando . O mural 2 foi pintado em São João da Madeira, com o mote “Lápis azul nunca mais”, sobre a Censura e a fábrica de lápis Viarco, que serviu de inspiração ao mural, mote para a celebração do 25 de abril e da Liberdade nesta cidade. O falhado ou abortado movimento de 16 de março de 1974 foi o mote do mural 3 das Caldas da Rainha, sob o lema ResistênciaO papel da imprensa na Revolução foi abordado em Vila Franca de Xira e em Palmela, o mural destinou-se a celebrar o Papel da Mulher na Revolução, dado que após a revolução, os direitos das mulheres sofreram transformações profundas. A nova Constituição de 1976 consagrou a igualdade de género, garantindo direitos iguais no trabalho, na família e na participação política. Essas mudanças não só melhoraram a vida das mulheres em Portugal, mas também contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária em Portugal. Os Símbolos do 25 de Abril foram abordados em Vendas Novas, dado que esta cidade está muito ligada à vida militar durante o séc. XX, pelo foi escolhida para relembrar o 25 de abril num mural onde se memorizaram os ícones históricos que simbolizam a Revolução dos Cravos. O megafone representa a voz do povo e dos militares que comunicavam a revolução. O cravo vermelho, colocado nos canos das espingardas pelos civis, simboliza a paz e a resistência não violenta. A chaimite, um veículo blindado utilizado pelos militares do MFA, tornou-se um símbolo de força e mudança, transportando a mensagem de que a transformação seria conduzida de forma ordeira e determinada. Castelo de Vide, sendo a terra natal do capitão Salgueiro Maia, foi o local certo para lembrar como o MFA, Movimento das Forças Armadas foi o principal motor da Revolução dos Cravos. O mote das Primeiras eleições livres foi abordado em Lagos e finalizado a 26 de julho de 2024, com participação de artistas locais. A importância da Radiotransmissão durante o 25 de Abril foi abordado em  Faro e o mural dedicado à Natália Correia nos Açores, foi executado entre setembro e outubro de 2024, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, com o tema Arte e Cultura de Abril, tendo estado previsto para ser o mural 9, passou depois ao número 11. Seguiu-se o mural de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira sobre a Euforia popular pós-Revolução. Por fim foram executados os murais de Machico, na ilha da Madeira e associando-se às celebrações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, a localidade de Santa Cruz assinalou também a data com a pintura de um mural dedicado à educação, numa antiga Escola Primária, executado em novembro de 2024, com o tema Literacia após o 25 de Abril e o acesso à educação. Para o mês de novembro também ficou o mural da “cidade dos estudantes”, Coimbra, especialmente conhecida pela sua Universidade, tendo como mote o fado de Coimbra, o Movimento estudantil e a resistência Cultural.