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Arquipelago de Origem:
Porto
Data da Peça:
1925-00-00
Data de Publicação:
18/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-18
Proprietário da Peça:
Museu Nacional Soares dos Reis
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional Soares dos Reis
Autor da Imagem:
Museu Nacional Soares dos Reis
Cabeça de rapariga, cerâmica patinada como bronze de Canto da Maya, 1925 (c.), Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Cabeça de rapariga
    Cerâmica patinada como bronze, 44 x 15 x 18 cm
    Ernesto do Canto da Maya (1890-1981), 1925 (c.).
    Assinatura gravada na base.
    Cabeça de rapariga com o rosto ligeiramente voltado para baixo, de cabelo apanhado atrás protegido por um véu muito fino; as linhas do rosto são simplificadas notando-se, em particular, a indefinição da íris. Corte vertical de cada um dos lados da base do pescoço. O suporte é um maciço paralelepipédico que faz parte integrante da obra.
    Pertenceu à Coleção Herdeiros de Canto da Maia e foi adquirida num leilão no Palácio do Correio Velho de 11 a 19 dez. 2000 através de Fundos PIDDAC/2000
    Museu Nacional Soares dos Reis (344 Esc MNSR), Porto, Portugal.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.