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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1922-00-00
Data de Publicação:
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-18
Proprietário da Peça:
CAM Gulbenkian
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Beni soit le fruit de tes entraille, bronze de Canto da Maya, 1920 a 1922, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Beni soit le fruit de tes entrailles

    Bronze, 170 x 120 x 65 cm.
    Canto da Maya (1890-1981), 1920 a 1922
    Uma versão deste trabalho foi apresentado em 1922, no Grand Palais, em Paris, no 15.º Salão de Outono, recebendo muito boas críticas na comunicação social parisiense, que pensamos que seja a versão que depois, em São Miguel, passou a usar o título em português Bendito seja o fruto do vosso ventre, 97 x 57 x 30,5 cm., hoje no Museu Carlos Machado (MCM5259), Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
    Nesta outra maior versão de Lisboa, o homem apresenta mais cabelo curto e foi adquirida em 1986, passada a bronze, tendo estado no jardim e hoje (2026), no interior do CAM.
    Centro de Arte Moderna (Inv. 86E636) da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal



    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.