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Arquipelago de Origem:
Bairro Alto
Data da Peça:
1917-06-01
Data de Publicação:
17/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-17
Proprietário da Peça:
Museu do Azulejo
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Jarra simbolista, cerâmica vidrada com decoração em relevo de Canto da Maya, 1917, Museu Nacional do Azulejo, Convento da Madre de Deus, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Jarra simbolista
    Cerâmica vidrada com decoração em relevo, 31 x 25 cm (diâmetro)
    Ernesto do Canto da Maya (1890-1981), assinada Ernesto do Canto I-VI-917.
    Marcas: “Boulogne S/S”, Atelier de céramique d’art de Boulogne, de André Fau (1896-1982) e Marcel Guillard (1896-1983)
    Assinatura gravada na base.
    Pertenceu à Coleção Herdeiros de Canto da Maia e foi adquirida num leilão no Palácio do Correio Velho através de Fundos PIDDAC/2000
    Museu Nacional do Azulejo (MNAz 354 Ce), Convento da Madre de Deus, Lisboa, Portugal.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.