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Arquipelago de Origem:
São Miguel (Açores)
Data da Peça:
1922-00-00
Data de Publicação:
17/04/2026
Autor:
Ernesto Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-17
Proprietário da Peça:
Museu Carlos Machado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Bendito seja o fruto do vosso ventre, terracota pintada de Canto da Maya, 1922 (c.), Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores

Categorias
    Descrição
    Bendito seja o fruto do vosso ventre

    Terracota pintada, 97 x 57 x 30,5 cm.
    Canto da Maya (1890-1981), 1920 a 1922
    Uma versão deste trabalho  intitulado “Beni soit le fruit de tes entrailles” foi apresentado em 1922, no Grand Palais, em Paris, no 15.º Salão de Outono, recebendo muito boas críticas na comunicação social parisiense. Uma outra versão onde o homem apresenta cabelo curto (170 x 120 x 65 cm.), pertence ao Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, adquirida em 1986 (Inv. 86E636) e foi passada a bronze, tendo estado no jardim e hoje (2026), no interior do CAM.
    Museu Carlos Machado (MCM5259), Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.



    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.