Coronéis Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso, Porto, 2009, Portugal.
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Descrição
Coronéis Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso.
(1946-2025) e (1942-)
Fotografia de 2009 do lançamento de O Meu Avô Africano, no Porto.
Porto, Portugal.
Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes (Vila Nova da Barquinha, 24 jul. 1946; Lisboa, 13 abr. 2025). Companheiro de Salgueiro Maia (1944-1992) no colégio de Tomar, foi expulso depois da Mocidade Portuguesa, dado já mostrar alguma dificuldade de articulação com o regime. No entanto, foi oficial do Exército, tendo cumprido três comissões em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau na Guerra Colonial, quando se ofereceu para ir para a Guiné, em 1972, tinha decidido que depois disso abandonaria a carreira militar por acreditar que a única solução para a Guerra Colonial era política. Desde cedo ligado ao movimento dos capitães, viria depois a ser das figuras mais prestigiadas desse núcleo, até porque historiador e novelista de certa projeção, e presença quase contínua nos média.
Aniceto Afonso (Vinhais, 18 fev. 1942; -). Concluiu o curso da Academia Militar em 1963. Cumpriu comissões em Angola (1969-1971) e em Moçambique (1973-1975). Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1980 e concluiu o mestrado em História Contemporânea de Portugal, pela mesma faculdade, em 1990. Foi diretor do Arquivo Histórico Militar de 1993 a 2007, integrando vários grupos de trabalho e comissões relacionadas com os arquivos de militares, a sua documentação e história, e é membro da Comissão Portuguesa de História Militar. Em coautoria com Carlos de Matos Gomes (1946-2022), publicou, entre outros, Guerra Colonial, numa nova edição, com dados relevantes e reflexões apuradas sobre este período fulcral da nossa História contemporânea.