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Arquipelago de Origem:
Angola
Data da Peça:
1880-00-00
Data de Publicação:
05/04/2026
Autor:
Escultor bacongo
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-05
Proprietário da Peça:
Museu Nacional de Etnologia
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Autor da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia/Catarina Martins
Figura antropomórfica ou ídolo de pregos do Museu Nacional de Etnologia, Angola, 1880 (c.), Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Figura antropomórfica, ídolo de pregos
    Figura em postura real telama lwimbanganga, indicativa da sua capacidade de clarividência. Esta postura nem sempre traduz agressividade, mas está também ligada à ordem e reequilíbrio social. Embora seja o escultor que executa estes objetos, é o nganga (especialista do ritual) que providencia obilongo. Ou seja, é ele que através das substâncias mágicas que coloca na figura (nomeadamente no recetáculo do ventre), lhe confere a força sobrenatural. Para ativar um nkisi ou ngaanga crava-se-lhe uma peça em metal de acordo com o pedido que lhe foi dirigido.
    Comprada, em 1969, em Lisboa, ao Dr. Rui Bordalo Machado, no âmbito da missão de prospeção do museu sobre Angola, onde a figura foi adquirida anteriormente, pelo Eng.º António Armindo de Andrade, entre 1890 e 1907.
    Escultura de 1880 (c.)
    Angola.
    Fotografia ©DGPC | Catarina Mateus, MUHNAC-ULisboa, 2005.
    Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal.

    O Museu Nacional de Etnologia foi criado pelo grupo de trabalho de Jorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Fernando Galhano (1904-1995), Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) e Benjamim Enes Pereira (1928-2020), primeiro, na Universidade do Porto e no Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, fundado em 1945 por António Mendes Corrêa (1888-1960), passando depois à Universidade de Coimbra, onde Jorge Dias leciona entre 1952 e 1956, e neste último ano, a Lisboa, onde se fixa, passando a lecionar no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos e na Faculdade de Letras. Foi este grupo, a partir de 1962, que foi responsável pela montagem, primeiro, do Museu de Etnologia do Ultramar, mas a partir de 1965, Museu Nacional de Etnologia, construído, depois, em 1976, por coincidência, na Avenida da Ilha da Madeira, com projeto do arquiteto António Saragga Seabra (). O acervo do museu é vasto e diversificado, contando com cerca de 42.000 peças representativas de 80 países dos cinco continentes, com especial destaque para culturas africanas, asiáticas e ameríndias, bem como para a cultura tradicional portuguesa.
    O Museu Nacional de Etnologia com o falecimento de Jorge Dias em 1973, passa à direção de Ernesto Veiga de Oliveira e que, a partir desses anos, dirige uma série de campanhas de recolha de material da vida rural portuguesa, levadas a cabo, especialmente, por Benjamim Enes Pereira e, depois, da responsabilidade de estudo e de exposição deste último. Destas campanhas e no quadro das recolhas alargadas de todo o território nacional da vida rural, entrou no Museu Nacional diverso material, tanto da Madeira como dos Açores, tendo sido nesse quadro que nasceu a ideia de montar na Ilha um museu dedicado à etnografia insular e local.