Freguesia do Arco da Calheta, 2025, ilha da Madeira.
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Descrição
Freguesia do Arco da Calheta.
Fotografia de Sílvio Mendes, 2025.
Arco da Calheta, ilha da Madeira.
Cronologia:
1493 - intenção de Brás Ferreira de fundar uma capela de São Brás, manifestada no seu testamento; 1520 e 1523 - novo testamento, então de João Fernandes do Arco, igualmente se intitulando fundador da capela; 1527, 9 abr. - falecimento de João Fernandes do Arco, enterrado na capela de São Brás, com uma lápide que rezava Aqui jaz João Fernandes e Beatriz de Abreu sua mulher, que foram os primeiros fundadores deste Arco; 1550 a 1560 - retábulo de São Brás e Doadores, Brás Ferreira e Mécia Vaz, da oficina do Mestre de Abrantes (provavelmente Cristóvão Lopes (1516?-1594), filho de Gregório Lopes (1490-1550)); 1572, 18 jun. - alvará régio autorizando a criação de beneficiado curado com as atribuições de vigário, com um vencimento anual de 13$000 réis; 10 Jul. - acrescentamento do ordenado para 11$000 réis e a nomeação de frei Pedro Delgado como primeiro pároco; 1589, 20 abr. - novo alvará acrescentando ao ordenado meio moio de trigo e um quarto de pipa de vinho; 1676, 28 Dezembro - alvará autorizando D. Frei António Teles da Silva (1627-1682), prelado diocesano, a criar um curato na freguesia do Arco da Calheta com o ordenado anual de 12$000 réis, um moio de trigo e uma pipa de vinho, pagos pelo terceiro beneficiado supérfluo de Câmara de Lobos; provável construção da igreja na sequência do alvará e quando passou a ter capelão privativo, pois os moradores desta zona, que antes cumpriam as obrigações religiosas na Calheta, passaram a ir à Igreja de São Brás, 1720 - primeira descrição sumária da igreja e da freguesia por Henrique Henriques de Noronha (1667-1730) in Memórias Seculares e Eclesiásticas; 1744, 30 out. - mandado do Conselho da Fazenda de 9:350$00 para a reedificação do edifício da igreja, segundo projeto de Diogo Filipe Garcês (c. 1680-1744), que foi arrematado por Cristóvão Gomes; 1754, dez. - conclusão das obras da igreja nova; 1755, 1 jan. - bênção solene do novo edifício; 1830 - construção da torre, altura em que moveu a inicial pia batismal, hoje no Museu de Arte Sacra do Funchal; 1929 e 1931 - datas assinaladas nas pinturas do teto e da sacristia, de Luís Bernes (1865-1936) e J. Z. N. "Cirilho"; 1950 - data no pavimento do adro. (Ficha a partir da dos MNs. de Sofia Santos, 2000)