Rescaldo da extinta PIDE-DGS, "Diário de Notícias", Funchal, 30 maio 1974, p. 5, ilha da Madeira.
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Rescaldo da extinta PIDE-DGS,
Foto Carlos Fotógrafo, Carlos da Silva Fernandes (1931-2017) (atr.), 29 de maio de 1974.
Diário de Notícias, direção de Alberto Araújo (1892-1976), Funchal, 30 maio 1974, p. 5, ilha da Madeira.
Com o pronunciamento de 25 de abril de 1974 e a montagem de um gabinete de informação em São Lourenço começou-se por divulgar que se haviam selado as instalações da PIDE-DGS, na antiga casa de D. Eugénia de Bettencourt (1884-1982), embora alguns dos serviços ali em funcionamento, referentes aos passaportes, por exemplo, se mantivessem em funções. Informou-se também que por determinação da Junta de Salvação Nacional as extintas Ação Nacional Popular, Mocidade Portuguesa, Milícia da Mocidade Portuguesa e Liga dos Antigos Graduados já se encontravam sob controlo das Autoridades Militares, mas o que era uma meia-verdade, pois os arquivos destas entidades desapareceram imediatamente. Com a chegada do governador Carlos de Azeredo se mandou desmantelar a delegação da PIDE/DGS, na Rua da Carreira, tal como havia feito pouco antes no Porto, encarregando um dos oficiais do Movimento de proceder à organização dos seus arquivos, assunto que colaborou o aspirante Dr. António Rodrigues Simão. Mais tarde, a 29 de maio de 1974, as instalações seriam abertas à comunicação social local, embora a maioria dos visitantes tivesse saído algo frustrada, dado não haver ali as masmorras, salas e instrumentos de tortura, etc., que se conjeturava