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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1975-08-13
Data de Publicação:
23/12/2025
Autor:
Jornal da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2025-12-23
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
As Forças Armadas da Madeira aderem ao "Documento Melo Antunes", "Jornal da Madeira", Funchal, 13 de agosto de 1975, p. 12, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    As Forças Armadas e Militarizadas da Madeira aderem ao "Documento Melo Antunes"
    Comunicação da Comissão de Dinamização Regional ou Grupo Dinamizador do Comando  Territorial Independente da Madeira após Assembleia de Delegados Regional .
    Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 13 de agosto de 1975, p. 1.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.

    Major Ernesto Augusto de Melo Antunes (Lisboa, 2 out. 1933-Sintra, 10 ago. 1999). Filho de um militar, viveu parte da adolescência em Angola, ingressando na Escola do Exército em 1953,  na arma de Artilharia, sendo colocado, em 1957, como Alferes, em São Miguel, nos Açores. Cumpre três comissões de serviço em Angola (1963-1965; 1966-1968; 1971-1973), sendo sucessivamente promovido a Tenente (1959), Capitão (1961) e Major (1972). Participa pela primeira vez numa reunião do Movimento dos Capitães já em 1974. É o autor do documento ‘O Movimento, as Forças Armadas e a Nação’ e co-autor do Programa do MFA. Após o 25 de Abril de 1974, integra a Comissão Coordenadora do MFA e assume os cargos de ministro sem pasta nos II e III Governos Provisórios e de ministro dos Negócios Estrangeiros do IV e VI Governos Provisórios. Em 1974 coordena um grupo de trabalho encarregue de elaborar um plano de ação económico-social (também conhecido como Plano Melo Antunes), que, na sequência do 11 de Março, acabará por não ser posto em prática, apesar de aprovado em Conselho de Ministros. Integra o Conselho de Estado na qualidade de representante do MFA e, em 1975, integra o Conselho da Revolução onde subscreve, nos primeiros dias de agosto desse ano de 1975, o ‘Documento dos Nove’, sendo o seu autor principal e documento que representou um esforço contra a radicalização do processo revolucionário. Um ano depois, é nomeado pelo Conselho da Revolução presidente da Comissão Constitucional, antecessora do Tribunal Constitucional. Em 1982 passa a reserva como Tenente-Coronel, como veio a falecer, em 1999, somente sendo promovido a Coronel, a título póstumo, em 2004. Nos anos 80 exerceu ainda funções na UNESCO, primeiro como consultor e depois como Subdirector-geral desta organização internacional. Em 1991, adere ao Partido Socialista.