Concretização da aliança Povo/M. F. A. pela ação cívica dos militares, a operação "Semilha Nova", "Diário de Notícias", Funchal, 27 de junho de 1975, p. 8, ilha da Madeira.
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Concretização da aliança Povo/M. F. A. pela ação cívica dos militares
A operação Semilha Nova e a conferência de imprensa no COPMAD
Operação ocorrida na sequência dos contactos com o padre Mário Tavares (1934-2020) da paróquia de São Tiago e operação prometida na sessão de dinamização cultural efetuada no salão paroquial da freguesia das Corticeiras, concelho de Câmara de Lobos a 27 de maio de 1975.
A operação, entretanto, fez correr inúmeros boatos no Funchal e levou a esta conferência de imprensa e, pouco depois, a uma "carta aberta ao Senhor Capitão Carita", publicada no Diário da Madeira e, novamente, a desmentido do Comando Militar.
Diário de Notícias, direção de J. M. Paquete de Oliveira (1936-2016), Funchal, 27 de junho de 1975, p. 8.
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.
No período que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, foram delineados diversos programas de natureza pública e privada que procuraram elevar a condição social, económica e cultural dos portugueses, como as Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA), o Serviço Cívico Estudantil, etc. As primeiras sessões de dinamização cultural na Madeira ocorreram em 28 de novembro de 1974 na Ribeira Brava e no Porto Moniz, a que se seguiu em 1 de dezembro de 1974, sessões no Jardim do Mar e na Lombada da Ponta do Sol, a 8 de dezembro, na Ponta Delgada e em São Jorge, a 15 de dezembro, no Estreito de Câmara de Lobos e no Sítio das Terças da Ponta do Sol. Ao todo fizeram-se 67 sessões de esclarecimento cobrindo quase toda a ilha da Madeira e do Porto Santo, para além das ações efetuadas em 2 operações com a instalação de forças militares na área da Referta, no Porto da Cruz, e depois, na área da Ribeira da Alforra e do Castelejo, no Estreito de Câmara de Lobos, a operação Semilha Nova, entre 18 e 22 de junho. A diocese do Funchal organizou também ações semelhantes e com a participação de um militar do M. F. A., o então aspirante e depois alferes Albano Bessa Monteiro (1949-), na altura professor no Liceu do Funchal e, pela Diocese, o Dr. Alberto João Jardim (1943-), então diretor do Jornal da Madeira, num total de 5 Jornadas, entre 6 e 10 de janeiro de 1975, às quais assistiu sempre D. Francisco Antunes Santana e sessões que foram todas gravadas.
O padre Mário Tavares Figueira (Estreito de Câmara de Lobos, 24 jul. 1934; Funchal, hospital Dr. Nélio Mendonça, 6 jun. 2020) era filho de João Tavares Figueira e de Maria da Conceição Rodrigues Figueira, tendo sido capelão militar, na sua comissão de serviço na Guiné entre 1966 e 1969, onde recebeu um louvor especial. Foi depois o principal impulsionador do movimento Seremos Freguesia do Jardim da Serra, numa altura em que era ali pároco de São Tiago e durante 23 anos (1969-1992), situação que acompanhou depois de outra forma. Foi depois deputado no parlamento madeirense pela CDU, entre 1992 e 1996, candidato à Junta de Freguesia do Estreito, cuja Assembleia integrou e foi também candidato à presidência da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em 2005, tendo falecido em 2020, com 85 anos.