Comunicados 27 e 28 do Comando Militar, Diário de Notícias, Funchal, 16 de maio de 1975, p. 1, ilha da Madeira.
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Comunicados 27 e 28 do Comando Militar,
Detenção de António de Castro Jorge (1913-2004) proprietário do Diário da Madeira, Cesário Nunes, M. Macedo de Faria e Manuel Rodrigues de Jesus na sequência da publicação de vários artigos dados como difamatórios e independentistas.
Idem, de José Manuel Figueira César de Barros e José Pedro Figueira Ferraz, que andariam a pintar inscrições nas paredes da baixa do Funchal com alusões à Independência da Madeira e atentatórias do bom nome de cidadãos nacionais.
Diário de Notícias, direção de J. M. Paquete de Oliveira (1936-2016), Funchal, 16 de maio de 1975, p. 1.
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.
Dr. António Vitorino Castro Jorge (Santa Maria Maior, 1913; Funchal, 2004), filho de Luís Jorge e de Josefina António de Castro e Jorge, veio a licenciar-se em Medicina e a repartir a sua vida entre o Funchal e o Estreito de Câmara de Lobos, onde adquirira propriedades, sendo conhecido como "o médico do Estreito". Como político, foi admirador de Oliveira Salazar (1889-1970), apesar dos defeitos que apontou ao seu regime antes de 25 de abril de 1974, nas rubricas “Papagaio” e “Giz na Parede” do Diário da Madeira, periódico que, entretanto adquirira. Apresentou-se depois como candidato à Câmara Municipal de Câmara de Lobos (1976), tendo sido eleito vereador na lista do CDS; foi fundador e primeiro presidente do Partido Democrático do Atlântico (PDA), em 1978, e diretor do semanário Zarco, órgão oficial deste partido, fundado em 1984; foi mandatário da lista de cidadãos pela desanexação do Jardim da Serra da freguesia do Estreito, em 1993, e mandatário da lista do PS à Câmara de Lobos em 1997. Em 13 de maio de 2020, o Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, em homenagem à aquisição daquele periódico, 59 anos antes, montou uma exposição sobre esse periódico.