Armas do portal de entrada de São Brás, 1829, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
Categorias
Descrição
Armas do portal de entrada da fortaleza de São Brás.
Campanha de obras da época liberal, 1829, mas com o fosso de 1567.
Armas entendidas como do reinado de D. Maria II (1819-1853), sob regência do pai, rei D. Pedro IV (1798-1834)
Saliente-se as armas sobre escudo redondo, geralmente utilizado pelo clero, mas também pontualmente por D. Maria I (1734-1816), como nas da Academia de Ciências, de 1779, embora D. Maria II somente tenha sido aclamada em 1834.
Comando Militar de Ponta Delgada.
Fotografia de 31 de agosto de 2008.
Fortaleza de São Brás de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
As obras do cais e da fortaleza de Ponta Delgada teriam começado por 1551, segundo uma “matiz” que o mestre das capelas Manuel Machado levara para aprovação em Lisboa. Essa inicial planta ainda teria sido modificada por Isidoro de Almeida na viagem que efectuou a São Miguel no final desse ano. A fortaleza arrastou-se pelos anos seguintes, sendo então novamente reprogramada por Tomás Benedito, que na primavera de 1567 se deslocou aos Açores em companhia de Pompeu Arditi. Desse ano ficou desenho da mesma, com a indicação de “Fortaleza que se faz em Ponta Delgada”, na forma, praticamente, como a conhecemos hoje. Foi assim provavelmente a primeira fortaleza abaluartada regular construída no espaço do Império Português e a única de que se conhece desenho coevo.
D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Luísa Gonzaga de Bragança e Áustria, depois D. Maria II de Portugal (Palácio da Boavista, Rio de Janeiro, 4 abr. 1819; Palácio das Necessidades, Lisboa, 15 nov. 1853). Filha dos infantes D. Pedro (1798-1834) e de D. Leopoldina (1797-1826), foi ajustado o seu casamento com o tio, o infante D. Miguel (1802-1866), em 2 maio 1826, quando tinha 7 anos de idade, celebrado por procuração em Viena, em 29 out. 1826, mas não confirmado depois. Viria a ser aclamada rainha com 15 anos, em 1834. Casaria a 21 jan. 1835 com Augusto de Beauharnais (1810-1835), duque de Leuchtenberg e irmão da sua madrasta, D. Maria Amélia de Leuchtenberg (1812-1873) e que acompanhara a irmã para o Brasil, mas marido que faleceria 2 meses depois em Lisboa e, em março e em 9 abr. 1836, com o primo D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota (1816-1885). A rainha viria depois a falecer em Lisboa, no palácio das Necessidades, com 34 anos, vítima do 11.º parto, quando dos 2 anteriores já experimentara francas dificuldades.