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Arquipelago de Origem:
Madeira
Data da Peça:
1930-12-03
Data de Publicação:
01/12/2025
Autor:
Registo Civil
Chegada ao Arquipélago:
2025-12-01
Proprietário da Peça:
Arquivo Regional
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Registo de casamento de Alfredo Pedro Bernes e Maria Amélia Batista na conservatória do Funchal, 3 de dezembro de 1930, Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Registo de casamento de Alfredo Pedro Bernes e Maria Amélia Batista.
    Alfredo, de 19 anos de idade, gravador e morador na Rua das Maravilhas, freguesia de São Pedro do Funchal, filho de Luís António Bernes (1865-1936), também dado como gravador e de Maria Gomes Bento Bernes, doméstica e Maria Amélia, de 17 anos de idade, doméstica e moradora na Travessa do Pimenta, freguesia de Santa Maria Maior do Funchal, filha de José António Batista, padeiro e de Eufegènia de Sousa, doméstica.
    Conservatória do Registo Civil do Funchal, Livro de Registo de Casamentos 409, averbamento 400, o conservador  João Joaquim Teixeira Jardim, 3 de dezembro de 1930, Funchal, ilha da Madeira.
    Arquivo Regional da Madeira (PT/ABM/CRCFUN/002/00053/000012), Funchal, ilha da Madeira

    O pai, o pintor Luís António Bernes (1865-1936), era neto do comerciante José Maria Bernes e filho de António José Bernes (c. 1831-1880), professor e compositor de música para piano e casou em 1851. Luís António, natural da freguesia de Santa Maria Maior, contraiu matrimónio por duas vezes, primeiro com Silvina Augusta Bernes e por óbito desta com Maria Gomes Bento Bernes, mãe de Alfredo Pedro. Dos sete filhos de Luís António, quatro continuaram o ofício, nomeadamente Alberto (n. 1905), Luís António júnior (n. 1909), que era gravador da casa Leacock e morava no caminho do Palheiro, Alfredo Pedro, que abordaremos em seguida e Leontina (1892-c. 1935), que estava ligada ao Hospício da Imperatriz D. Amélia (1915) e com seu pai, no ateliê da Photografia Vicentes (1916), realizava variados trabalhos: pintura decorativa em vidro e bandejas; flores em cetim e seda; tabuletas de luxo; envernizamento de mapas; dourados e prateados em igrejas; gravuras em chapas de latão, ouro ou prata; conserto e encarne de imagens, tendo sido responsável em 1927 pelo encarne da imagem do orago da capela de São João Batista da Ribeira, provavelmente a imagem de oficina portuguesa continental de c. 1720. Segundo a imprensa, já em 1923, Leontina Bernes tinha o seu nome ligado a importantes trabalhos de decoração.
    Alfredo Pedro Bernes (n. 1911-) foi o que mais se destacou e, já quando do seu casamento, morava na Rua das Maravilhas, n.º 12, quando estudava na Escola Industrial do Funchal, então na Rua de Santa Maria, onde morava então a depois sua mulher, na Travessa do Pimenta. Alfredo inscreveu-se no biénio letivo de 1929/1931 no curso de Aperfeiçoamento de Gravura, frequentando a disciplina de Desenho Geral (1.º e 2.º anos), que concluiu com 15 valores. A partir, pelo menos, de 1924, publicitava os seus trabalhos na área da pintura em casas e estabelecimentos. Foi depois autor de, especialmente, tetos em diversas igrejas, como os da igreja paroquial da Madalena do Mar, onde assinou também dois painéis; na paroquial de Ponta Delgada (1932); na igreja da Boaventura (1933); e o teto da nave da igreja do Curral das Freiras (1952). Trabalhou também na decoração da igreja nova de São Martinho, no Funchal, em parceria com António Gouveia, João Silvino e Afonso Costa, como noutros dos trabalhos anteriores, assinando os três pintores o painel central em 1957.