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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1962-00-00
Data de Publicação:
26/11/2025
Autor:
Martins Barata
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-27
Proprietário da Peça:
Fábrica de Tapecarias de Portalegre (?)
Proprietário da Imagem:
Tribo dos Pincéis
Autor da Imagem:
Tribo dos Pincéis
Partida da frota para a reconquista de Azamor em 1513, maqueta para tapeçaria de Jaime Martins Barata, 1962, Tribunal da Comarca do Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Partida da frota para a reconquista de Azamor em 1513.
    Armada sob o comando de D. Jaime (1478-1532), 4.º duque de Bragança com pessoal da capitania do Funchal
    Maqueta para tapeçaria,  300 cm. x 560 cm.
    Jaime Martins Barata (1899-1970), 1962.
    Imagem da Tribo dos Pincéis,
    Tribunal da Comarca do Funchal, projeto de Januário Godinho (1908-1978), inaugurado 1962.
    ilha da Madeira.

    Jaime Martins Barata (Marvão, 7 mar. 1899-Lisboa, Campolide, 15 maio 1970). Órfão de pai bastante cedo, em 1904, a mãe, professora de instrução primária em Alpalhão, reconhecendo as suas especiais capacidades para o desenho, em 1910, consegue fixar-se com ele em Lisboa. Em breve, por 1920, o seu trabalho artístico começa a ser reconhecido, começando por trabalhar no ensino, onde entra em 1921, então com o também professor José Leitão de Barros (1896-1967) e, casando, em 5 de janeiro de 1926, com Maria Emília Roque Gameiro (1901-1996), também artista plástica e conhecida como Mámia ou Mamia, filha de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935), integra a chamada Tribo dos Pincéis, ou seja, a família Roque Gameiro. Desenvolveu, entretanto, uma obra notável como pintor, ilustrador, medalhista, assim como, muito especialmente, como autor de selos. Em 1947, quando foi nomeado, inclusivamente, Consultor Artístico dos CTT, data em deixou a carreira de professor do liceu definitivamente. Não sendo um historiador profissional, Martins Barata interessou-se ainda pela investigação sobre os navios portugueses da transição do século XIV para o século XV, onde deixou um importante trabalho gráfico de investigação.
    O projeto do tribunal do Funchal foi entregue ao arquiteto Januário Godinho de Almeida (1910-1990) pela comissão administrativa da Câmara Municipal do Funchal da responsabilidade do Dr. Fernão de Ornelas Gonçalves (1908-1978), de 12 jan. 1935 a 22 out. 1946, tendo o conjunto de desenhos, ainda ao gosto Português Suave do Estado Novo e desse último ano de 1946, sido localizado quando da montagem do Museu da Cidade do Funchal, em agosto de 1981. As controversas expropriações para permitir a abertura da rua do Marquês do Funchal implicaram a expropriação e demolição do Palácio do Colégio, então propriedade dos Viscondes Torre Bela, em 1943, mas esperaram depois cerca de 10 anos. A construção deste tribunal só avança após as demolições na travessa de João de Oliveira, ocorridas em 1956, sendo o edifício inaugurado a 17 de julho de 1962 pelo presidente da República almirante Américo Tomás (1894-1987). A obra geral modernista apresenta um monumental  fontanário neo barroco com embrechados de cantaria vermelha de Cabo Girão, para a Rua Marquês do Funchal encimado pela escultura da justiça da autoria do escultor António Duarte Silva Santos (1912-1998), um dos expoentes máximos da segunda geração de artistas modernistas portugueses. Interiormente, a sala de audiências foi equipada com uma tapeçaria de Jaime Martins Barata (1899-1970),  Partida da frota de D. Jaime de Bragança para a reconquista de Azamor em 1513 e as paredes dos corredores foram revestidas de painéis de azulejos também de inspiração barroca, da autoria Jorge Nicholson Moore Barradas (1894-1971), 1960 (c.) e depois executados na Fábrica Viúva Lamego, sob a direção do aguarelista visconde João Alves de Sá (1878-1972), painéis colocados entre 1962 e 1963 no Tribunal, na Junta Geral do Funchal, obras da responsabilidade de Januário Godinho, mas também na parte militar do Palácio de São Lourenço.