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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1975-01-31
Data de Publicação:
05/11/2025
Autor:
Diocese do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-05
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Jornadas de Dinamização Política para os agentes da Pastoral organizadas pela Diocese, "Diário de Notícias", Funchal, 20 de dezembro de 1974, p. 5, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Jornadas de Dinamização Política para os agentes da Pastoral
    1 - Sacerdotes e Religiosas

    A realizar de 6 a 10 de janeiro de 1975 no colégio de Santa Terezinha, com a presença de D. Francisco Antunes Santana (1924-1982), a realizar pelo Dr. Bessa Monteiro (1949-) do M. F. A., então professor do liceu do Funchal, Dr. Alberto João Jardim (1943; -), diretor do Jornal da Madeira; cónego Dr. Agostinho Figueira Faria (1923-1980), que fora reitor do Seminário Menor do Funchal e a irmã Maria Fernanda Campos das Filhas de São Paulo.
    Diário de Notícias, Funchal, direção de J. M. Paquete de Oliveira (1936-2016), 20 de dezembro de 1974, p. 5.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    D. Francisco Antunes Santana (Lisboa, 11 out. 1924; Funchal, 5 mar. 1982). Ordenado pelo cardeal Cerejeira, em 29 Jun 1948, veio a desempenhar um interessante trabalho com professor no seminário de Santarém e como pároco em várias freguesias de Lisboa. Diretor nacional do Apostolado do Mar desde 1960, veio a desempenhar funções de operário-monitor dos estaleiros da Lisnave, desde 1979, assim como inúmeras missões fora do país. Foi eleito bispo do Funchal a 18 mar. 1974, recebendo ordenação episcopal a 21 do mesmo mês, mas o pronunciamento do mês seguinte atrasou a sua deslocação para o Funchal. Faria a sua entrada solene na sé do Funchal a 12 maio 1974 e, logo nesse Verão, seria sequestrado nas instalações do seminário. Em fev. 1981 seria hospitalizado no Funchal, tendo, depois, sido operado em Londres, mas viria a falecer no paço episcopal do Funchal, a 5 mar. 1982.
    Albano Manuel Montenegro Bessa Monteiro (1949; -), licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa, veio a tirar a especialidade militar de testador psicotécnico, tendo vindo para a Madeira no princípio de setembro de 1973 e, quase de imediato, tinha começado a dar aulas no Liceu do Funchal. Meses depois, seria em grande parte da sua responsabilidade o enquadramento militar dado à manifestação do 1.º de maio de 1974, que marcou a entrada oficial da Madeira no processo democrático e que fora preparada também em grande parte por professores e alunos do Liceu. Nessa sequência, o seu nome saiu na eleição por voto secreto entre oficiais do quadro e milicianos, tal como de sargentos, para a constituição de uma Comissão de Dinamização Cultural na Madeira, na manhã de 18 de novembro desse ano, em São Lourenço e perante os Comissão Dinamizadora Central, vindo a participar em quase todas as 67 sessões iniciadas logo a 28 desse mês de novembro de 1974. Foi igualmente o elemento orador do MFA das 5 jornadas de Dinamização Política organizadas pela diocese do Funchal em janeiro de 1975.
    Alberto João Gonçalves Cardoso Jardim (1943; -). Filho de uma irmã do Dr. Agostinho Cardoso (1908-1979) e de um funcionário da repartição de Finanças do Funchal, falecido prematuramente, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, escrevendo depois na Voz da Madeira, onde representou as ideias da Ala Liberal da "primavera marcelista", passando, depois, para os quadros do Jornal da Madeira, órgão da Diocese do Funchal, onde foi diretor, lugar de que tomou posse a 29 de outubro de 1974. Desempenhava, entretanto, funções diretivas na União da Cooperativa de Lacticínios e na Cooperativa Agrícola do Funchal. Tendo sido um dos fundadores do Partido Social Democrático na Madeira, veio a desempenhar o mais incontornável papel na implantação da Autonomia Regional, sendo presidente do Governo desde 17 mar. 1978.