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Arquipelago de Origem:
Óbidos
Data da Peça:
1620-00-00
Data de Publicação:
31/10/2025
Autor:
João da Costa
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-31
Proprietário da Peça:
Igreja de Santa Maria de Óbidos
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Óbidos
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Óbidos
Capela-mor da igreja de Santa Maria de Óbidos, 1620 e 1622 (c.), Portugal.

Categorias
    Descrição
    Capela-mor da igreja de Santa Maria de Óbidos
    Óleo sobre madeira de João da Costa(c. 1590-c. 1650), 1620 e 1622 (c.) e talha de oficina local também de 1620 e 1622 (c.) .
    Azulejos de oficina de Lisboa, 1676
    Fotografia do Turismo de Óbidos de 2020
    Igreja de Santa Maria de Óbidos, Portugal.

    João da Costa (c. 1590-c. 1650) Executou o retábulo da Igreja de Santa Maria entre 1620 e 1622. A obra é caracterizada por uma interpretação desgastada dos modelos italo-flamengos, não correspondendo nem à vanguarda da época, nem tão pouco à melhor forma técnica. Recorde-se os exemplos de outros nomes associados a Óbidos, como André Reinoso (c. 1590-1650), Baltazar Gomes Figueira (1604-1674) ou a sua filha Josefa d’Óbidos (1630-1684), manifestando tendências artísticas marcadamente barrocas, quer na linha italiana (romana) quer por influência dos ciclos de produção peninsular (sevilhana e madrilena), o que não acontece com este autor.
    A igreja de Santa Maria teria sido mesquita no período muçulmano e foi sagrada por D. Afonso Henriques (1109-1185) logo após a conquista da Vila, em 1148 e depois entregue a S. Teotónio (1082-1162), companheiro de D. Afonso Henriques e prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, mosteiro que teve depois o padroado até D. João III (1502-1557) o ter doado a sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria (1507-1578). O templo medieval fora profundamente reformado pela rainha D. Leonor (1458-1525) em finais do século XV, quando ali residiu com certa permanência, mas arrastando-se as obras pelo primeiro quartel do século XVI, tendo ficado dessa campanha a torre sineira, embora depois desmontada e de novo erguida e, de 1526-1528, já depois do falecimento de D. Leonor, o conjunto tumular de Nicolau Chanterene (1470-1551), que acolhe os restos do alcaide D. João de Noronha (1440-1525) e de sua mulher D. Isabel de Sousa. Com a doação a D. Catarina efetua-se a campanha de obras que constitui a configuração atual, com provável risco do arquiteto régio António Rodrigues  (ca 1525-1590) (Pedro Flor, 2002). As novas obras iniciaram-se no dia 15 de agosto de 1571, dia da Assunção de Nossa Senhora, em que foi lançada a primeira pedra da nova igreja, com procissão e grande aparato religioso, prosseguindo as obras sob a proteção da Rainha. A estrutura retabular central da capela-mor é atribuída ao pintor João da Costa, com um ciclo de oito pinturas dedicadas a Virgem Maria e deve datar de 1622.