Família piscatória, Alegoria ao navio-hospital Gil Eannes, óleo de Domingos Rebelo, Lisboa, 1955, Museu Municipal de Ílhavo, Portugal.
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Descrição
Família piscatória
Alegoria ao navio-hospital Gil Eannes
Óleo sobre platex, 1,55 x 3,55 m.
Domingos Rebelo (1891-1975), Lisboa, 1955.
Segunda versão deste trabalho e ligeiramente maior, proveniente da coleção do Ministério da Agricultura e Pescas, no Terreiro do Paço, em 2002, sendo então Ministro, o Engenheiro Sevinate Pinto, passando em julho de 2004 e com a descentralização de certos serviços estatais, aquando da tomada de posse do Ministro Costa Neves, foi deslocado para a Secretaria de Estado e Desenvolvimento Rural, na Golegã, donde veio para o Museu de Ílhavo, por depósito em 23 de janeiro de 2005.
Fotografia de 18 de maio de 2020.
Coleção do Museu Municipal de Ílhavo, Portugal.
Domingos Maria Xavier Rebelo (Ponta Delgada, 3 de dezembro de 1891; Lisboa, 11 de janeiro de 1975), oriundo de uma família de parcos recursos, filho de um guarda-fiscal e com mais 3 irmãos. foi incentivado a seguir a carreira de pintor por Artur Viçoso May (1869-1936), então diretor da Escola de Artes e Ofícios Velho Cabral, que retratou muitos anos depois (1925, trabalho no Museu da Cidade de Lisboa). Com apenas 15 anos, partiu para Paris, tendo os estudos sido custeados por Duarte de Andrade Albuquerque de Bettencourt (1856-1932), 1º conde de Albuquerque (1909). Discípulo de Jean-Paul Laurens (1838-1921), Paul-Albert Laurens (1870-1934) e Charles Naudin (1853-1944), conviveu na capital francesa com numerosos pintores portugueses da época e começou a expor regularmente em 1911. Depois de terminados os estudos na Academia Julien, em 1913, regressou a Ponta Delgada, para se tornar professor na escola onde havia estudado, dedicando-se especialmente às composições e temas populares ou religiosos, assumidamente regionalistas, embora tenha continuado a participar em exposições na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Com uma sólida carreira nos Açores e distinguindo-se pela segurança do desenho, da composição e pela sabedoria na utilização das cores, decidiu estabelecer-se em Lisboa em 1942, abraçando então um primeiro e desafiante projeto: a finalização da pintura mural iniciada por Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) na então Assembleia Nacional (hoje Assembleia da República). Progressivamente afastado do regionalismo açoriano, dedicou-se a pintar as tradições e os costumes da vivência quotidiana lisboeta, mas não só e num registo também assumidamente etnográfico, embora se notabilizando também como retratista, o que já vinha da sua carreira açoriana. Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, onde chegou a ser diretor, foi nessa cidade que veio a falecer em 1975.