Tribunal do Funchal, projeto de Januário Godinho, 1960, inaugurado em 17 de julho de 1962, Rua Francisco Franco e Rua dos Ferreiros, Funchal, ilha da Madeira
Categorias
Descrição
Tribunal do Funchal.
Projeto geral do Arq. Januário Godinho (1910-1990), 1960.
Tribunal do Funchal, inaugurado em 17 de julho de 1962.
Fotografia de Teresa Gonçalves, 2025 (c.).
Rua Francisco Franco e Rua dos Ferreiros, Funchal, ilha da Madeira.
O projeto foi entregue ao arquiteto Januário Godinho de Almeida (1910-1990) pela comissão administrativa da Câmara Municipal do Funchal da responsabilidade do Dr. Fernão de Ornelas Gonçalves (1908-1978), de 12 jan. 1935 a 22 out. 1946, tendo o conjunto de desenhos, ainda ao gosto Português Suave do Estado Novo e desse último ano de 1946, sido localizado quando da montagem do Museu da Cidade do Funchal, em agosto de 1981. As controversas expropriações para permitir a abertura da rua do Marquês do Funchal implicaram a expropriação e demolição do Palácio do Colégio, então propriedade dos Viscondes Torre Bela, em 1943, mas esperaram depois cerca de 10 anos. A construção deste tribunal só avança após as demolições na travessa de João de Oliveira, ocorridas em 1956, sendo o edifício inaugurado a 17 de julho de 1962 pelo presidente da República almirante Américo Tomás (1894-1987). A obra geral modernista apresenta um monumental fontanário neo barroco com embrechados de cantaria vermelha de Cabo Girão, para a Rua Marquês do Funchal encimado pela escultura da justiça da autoria do escultor António Duarte Silva Santos (1912-1998), um dos expoentes máximos da segunda geração de artistas modernistas portugueses. Interiormente, a sala de audiências foi equipada com uma tapeçaria de Jaime Martins Barata (1899-1970), Partida da frota de D. Jaime de Bragança para a reconquista de Azamor em 1513 e as paredes dos corredores foram revestidas de painéis de azulejos também de inspiração barroca, da autoria Jorge Nicholson Moore Barradas (1894-1971), 1960 (c.) e depois executados na Fábrica Viúva Lamego, sob a direção do aguarelista visconde João Alves de Sá (1878-1972), painéis colocados entre 1962 e 1963 no Tribunal, na Junta Geral do Funchal, obras da responsabilidade de Januário Godinho, mas também na parte militar do Palácio de São Lourenço.