Boca-de-fogo holandesa, Haia, 1744, Borj el-Barmil, Essaouira, Marrocos
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Descrição
Boca-de-fogo holandesa com as armas da Casa de Orange-Nassau
Legenda Vigilate Deo Confidentes de Guilherme IV (1711-1751)
Adrianus Crans in La Hague 1744
Adriano Crans (c. 1712-c. 1750), Haia, 1744.
Fotografia de Patrick Nouhailler, 26 de fevereiro de 2014.
Antigo Mogador, Borj el-Barmil, Essaouira, Marrocos.
As fundições de Amesterdão e Haia com a família Crans trabalharam para a Casa Orange-Nassau e para a VOC, mas também para Portugal, havendo, pelo menos, duas grandes encomendas de bocas-de-fogo no reinado de D. João V (1689-1750) de 1737 e 1738. O primeiro membro da família parece ter sido Jan Crans (1670-1739), depois, entre outros, Cyprianus Crans Jansz (1703-1755), Adrianus Crans (c. 1712-c. 1750), Jan Crans (II) (1733-1780) e Cornelius Crans (1740-).
O engenheiro francês Nicolas Théodore Cornut ou Cournut (c. 1720-1770), que havia trabalhado para Luís XV (1710-1774), trabalhou aqui para o sultão alaouita Sidi Mohammed bem Abdallah (1710-1790, Mohammed III), em 1765, que desejava fazer do Mogador, a partir de então Essaouira, a Bem Desenhada, uma importante base naval. Com o falecimento do engenheiro Théodore Cornut de origem francesa, em 1770, as obras foram dirigidas pelo engenheiro Ahmed El Inglizi, de origem inglesa, também denominado Ahmed El Alj (Ahmed the Renegade), que assina as obras desse ano da porta monumental Bab El Marsa ou Porta da Marinha.