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Arquipelago de Origem:
Congo - Angola
Data da Peça:
1800-00-00
Data de Publicação:
02/07/2025
Autor:
Escultor Congo
Chegada ao Arquipélago:
2025-07-02
Proprietário da Peça:
MET
Proprietário da Imagem:
MET
Autor da Imagem:
MET
Nkangi Kiditu do MET, oficina Bakongo do norte de Angola, 1800 (c.), Angola

Categorias
    Descrição
    Nkangi Kiditu
    (Crucifixo)
    Bronze fundido por cera perdida, 30,2 x 15,5 cm.
    Escultor Congo, 1800 (c.) (classificado no século XVII, no que nos parece exagerado).
    Norte de Angola.
    Oferta de Ernst Anspach (1913-2002), 1989.
    Museu Metropolitano de Nova Yorque.
    The Metropolitan Museum of Art, New York (MET 1989.346), Estados Unidos da América.

    Os Nkangi Kiditu (crucifixo) evidenciam, por um lado, a influência formal que os crucifixos levados pelos portugueses a partir do séc. XVI tiveram na cultura Kongo e, por outro, as diversas reinterpretações que lhes foram sendo dadas ao longo dos séculos. Amuletos e insígnias de poder, os Nkangi Kiditu detêm um papel determinante no culto que esta cultura presta aos seus antepassados. A cruz cristã representa, na tradição Kongo, yowa (os quatro ventos, os quatro pontos cardinais, as quatro forças criadoras do ciclo da vida), como objetos com propriedades mágicas que asseguram aos seus detentores proteção. Existem inúmeros exemplares em bronze, de artífices do Congo em vários museus e coleções particulares, talvez mesmo ainda dos meados do século XVIII, como os exemplares da Sociedade de Geografia de Lisboa ou do Museu Etnográfico de Berlim e depois, do século seguinte, como os do Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, pub. António Alves Ferronha, "Textos e principais documentos sobre a colonização e o conhecimento de Angola no século XVI" in Portugal no Mundo, direcção de Luís de Albuquerque, vol. II, As zonas de influência do Ocidente. Origem e desenvolvimento da colonização, Publicações Alfa, Lisboa, 1989, p. 286; Jill Rosemary Dias (1944-2008), África nas Vésperas do Mundo Moderno, Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Lisboa, 1992, Exposição Universal de Sevilha, 1992, p. 280; Felix, Marc L. (ed.), Kongo Kingdom Art, China 2003, p. 205; Schädler, Karl-Ferdinand, Afrika, Maske und Skulptur, Olten 1989, ill. 107
    Brass crucifixes cast by Kongo artists reflect the influence Christianity has had on Kongo culture. In 1490, less than a decade after the first Portuguese explorers encountered the then vast and thriving Kongo kingdom, missionaries were sent there to establish a Christian settlement. Although the king and his successor converted almost immediately, Christianity never replaced traditional religious beliefs. Instead, Christian ritual objects acquired many of the same meanings and functions of the charms and power objects they were meant to supersede. Kongo chiefs received them along with other insignia of office and used them to proclaim their power as lawgivers and judges.
    Although based on European models, the crucifixes made by Kongo artists also acquired Kongo forms. They were usually cast in an open mold using metal obtained from manillas, brass rings imported from Europe. Praying figures, sometimes reduced to disembodied heads as on the arms of this cross, were often added to the composition. A few incised lines depict Christ's ribs and his knotted loincloth, which are more recognizable here than in later examples. Chirst's exaggerated, splayed hands and feet--joined in a single, five-toed limb--enhance the power of this image.