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Arquipelago de Origem:
Tshokwe
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
12/06/2025
Autor:
Escultor Chokwe
Chegada ao Arquipélago:
2025-06-12
Proprietário da Peça:
Antiga coleção Peter Loebarth
Proprietário da Imagem:
Zemanek Münster 2017
Autor da Imagem:
Zemanek Münster 2017
Mwana Chokwe do leilão Zemanek-Münster de novembro de 2017, trabalho de 1950 (c.), Leste de Angola.

Categorias
    Descrição
    Mwana Chokwe.
    Standing female figure "hamba", Angola, Chokwe.
    Madeira entalhada e patinada,  23,3 cm.
    Dada a utilização de um toucado inspirado no mutwe wa kayanda, parece indiciar a rainha Lunda Lueji A'Nkonde, ancestral dos Chokwe
    Escultor Chokwe, 1950 (c.), Leste de Angola.
    Proveniente da coleção Peter Loebarth (1941-2015), Hameln, Germany (collected in the 1980s); Fred Jahn, Munich, Germany (1999).
    Fotografia de 23 de agosto de 2017.
    Leilão Zemanek-Münster, 87h Tribal Art Auction, 11 de novembro de 2017, lote 487, vendida por 400 euros, Munique, Alemanha.

    Wood, softly luminous blackish brown patina, necklace from indigo blue glass rings, slightly dam., abrasion of paint, cracks, base. The village chief keeps “mahamba” that safeguard the community in an enclosure behind his residence. The “mahamba” spirits receive prayers and offerings to ensure their protection or to soothe them. Often a carved figure, also called “hamba”, is created as a home for the spirit from which the patient has been freed.
    Comparing literature
    : Petridis, Constantine, Art and Power in the Central African Savanna, Brussels 2008, p. 96 ss.
    Os Chokwe, beneficiando do comércio de marfim, borracha, cera e escravos africanos, emergiram ao longo do século XIX na savana da atual República Democrática do Congo e Angola tornando-se parceiros comerciais ativos com os comerciantes da Europa e do Novo Mundo. Como importantes governantes regionais, o seu prestígio e poder reflete-se na arte que encomendavam para as suas cortes, como as esculturas dos seus antepassados, as cadeiras em que se sentavam para receber os comerciantes europeus, ou as máscaras para os seus ritos de passagem, onde se definia a coesão social. O ancestral dos Chokwe é o herói cultural Chibinda Ilunga, lendário caçador, em princípio, Luba e que tendo casado com a rainha Lunda Lueji A'Nkonde (c. 1635- c. 1670), deram origem ao reino Chokwe, que se separa assim do velho reino Lunda. A sua história em Angola foi levantada pelo general Henrique Augusto Dias de Carvalho (1843-1909), Expedição portuguesa ao Muatian vua (1884-1888). Ethnographia e historia tradicional dos povos da Lunda, 1890, mas a divulgação da sua escultura ficou a dever-se, especialmente, à investigadora Marie-Louise Bastin (1918-2000), La Sculpture Tshokwe, Paris, Alain et Françoise Chaffin, 1982. Este trabalho nasceu da constituição do Museu do Dundo, a partir de 1936, na sede da então Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), que convidou esta investigadora da Universidade Livre de Bruxelas e colaboradora do Musée Royal de l'Afrique Central, geralmente designado como Museu de Tervuren, a partir de 1961, a permanecer algum tempo naquele museu. Veio assim a nascer o reconhecimento internacional da Arte Chokwe como uma das mais refinadas escolas de escultura subsarianas e, quase em paralelo com a corte do Benim, atingindo as suas peças os mais altos preços nos mercados internacionais de arte.