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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
2018-11-09
Data de Publicação:
07/06/2025
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2025-06-07
Proprietário da Peça:
DSMPC/DRC
Proprietário da Imagem:
DSMPC/DRC
Autor da Imagem:
Oficina portuguesa
Capela de São João da Ribeira, Capelas ao Luar, visita guiada por Rita Rodrigues e Francisco António Clode de Sousa, Funchal, 9 de novembro de 2018, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Capela de São João da Ribeira.
    Pormenor da imagem de São João Batista Menino, oficina portuguesa, século XVIII.
    Folheto Capelas ao Luar da DSMPC/DRC, visita guiada de Rita Rodrigues e Francisco António Clode de Sousa, 9 de novembro de 2018, pelas 21h:00
    São João, Funchal, ilha da Madeira.

    Arquitecto | Construtor | Autor
    Engenheiros e mestres das obras reais Manuel de Vasconcelos, Diogo Filipe Garcês (c. 1680-1744), João Moniz de Abreu e Domingos Rodrigues Martins (c. 1710-1781), pintor João Nicolau Ferreira Duarte (1731-c. 1800) e José Zeferino Nunes (Cyrilo), entalhadores Julião Francisco Ferreira e Estêvão Teixeira de Nóbrega (1746-1833) e prateiro Luís José Eloy da Silva.
    Cronologia
    1423, 9 mar. - carta do papa Martinho V ao franciscano João de Baeça confirmando a licença do anti-papa Bento XIII de evangelizar as Canárias; c. 1432 - data da instalação dos franciscanos no cenóbio de São João; 1436, 27 jan. - carta do papa Eugénio IV ao franciscano João Maiorquino, presbítero de Valência, autorizando-o a fundar 3 ermitérios na ilha da Madeira; 1450, 28 abr. - autorização do papa Nicolau V para a fundação de um ermitério na Madeira, então já a funcionar em São João, com cerca de 10 irmãos leigos e tendo como guardião frei Pedro das Covas, ou frei Pedro Mourão, homem velho e de muita autoridade; 10 dez. - Letras do mesmo papa ao vigário das Canárias com idêntica autorização; 1459 - retirada dos franciscanos da Ilha por desinteligências com a Ordem de Cristo, instalando-se em Xabregas; 1462, 1 maio - carta do papa Pio II ao bispo de Évora, a pedido de D. Afonso V e do infante D. Fernando para que os frades Jerónimos pudessem fundar na Madeira mosteiro da sua regra; 12 dez. - carta do mesmo Papa a frei Afonso Bolaños, vigário dos franciscanos das Canárias autorizando-o a alargar a sua jurisdição à Madeira e costa de África; 1471, 9 dez. - 1ª referência camarária a São João como limite da vila do Funchal para Câmara de Lobos; 1476 - regresso da comunidade franciscana à Madeira, sob custódia de frei Rodrigo de Arruda, dado breve de Sixto IV e instalação na antiga residência de São João; 1476 - instalação da comunidade em terrenos de Clara Esteves, dentro da vila do Funchal, em troca do hospício e início da construção do convento de São Francisco; c. 1630 - data de alguns azulejos existentes na sacristia; c. 1660 / 1670 - data de alguns azulejos existentes na sacristia; 1720 - início da reconstrução da capela e hospício anexo pela fazenda real dado o adiantado estado de ruína provocado por um aluvião anterior; 1750 - data inscrita no altar-mor, obra atribuível a Julião Francisco Ferreira; 1751 / 1754 - vigência do governador D. Álvaro Xavier Botelho de Távora, conde de S. Miguel encomendador dos azulejos da capela-mor; 1762 - reformulação da confraria de São João Baptista pelo bispo D. Gaspar Afonso da Costa Brandão; 1793 - data inscrita no 1º painel do lado do Evangelho do altar-mor do pintor João Nicolau Ferreira Duarte (1731-c. 1800); c. 1795 - trabalho da oficina de mestre Estêvão de Nóbrega nos altares colaterais; 1803, 9 out. - importante aluvião no Funchal causa grandes estragos na capela; c. 1850 - reparação da capela a cargo de António Ferreira Nogueira e Manuel Fernandes Jardim; 1921 - pintura do teto da capela-mor por José Zeferino Nunes ( Cyrilo ).
    Tipologia
    Arquitectura religiosa, barroca. Capela barroca de planta longitudinal, fachada principal em empena com portal de cantaria com arco pleno e cimalha de balanço, encimado por janelão, torre à face da fachada rematada por eirado aberto e muro ondulado, interior com retábulos de talha e azulejos rococós.
    Características Particulares
    Capela com as características típicas das construções insulares dos sécs. 17 e 18, muitas das quais reformuladas posteriormente, com bom conjunto de talha interior, azulejos e pratas. Contraste entre a decoração da nave, mais simples, e a da capela-mor, revestida a azulejos rococós, um deles apresentando as armas do conde de São Miguel, e telas com rico emolduramento de talha. Do primitivo cenóbio franciscano do séc. 15 guarda, segundo a tradição, uma vaga arcaria, quase gruta natural, sob e por detrás da sacristia e, da capela do séc. 17, uma pequena amostragem de azulejos no parapeito da janela da sacristia, com contornos em castanho de manganês e de tapetes policromos de c. 1660 / 1670.