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Arquipelago de Origem:
Zâmbia
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
16/05/2025
Autor:
Escultor Lwena
Chegada ao Arquipélago:
2025-05-16
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Zemanek Münster 2015
Autor da Imagem:
Zemanek Münster 2015
Máscara "mwana phwevo" do leilão Zemanek-Münster de junho de 2015, escultor Luena ou Lwena, 1950 (c.), Leste de Angola ou Zâmbia.

Categorias
    Descrição
    Máscara mwana phwevo.
    Mask "mwana phwevo", Angola / Zambia, Luena (Luvale) / Luchazi.
    Madeira entalhada e patinada, com toucado e rede de fibras vegetais e aplicação de missangas, 27 cm.
    Escultor Luena ou Lwena, 1950 (c.), Leste de Angola ou Zâmbia.
    Proveniente da coleção de Larry Goldblatt, New York, USA; Michael Rhodes, New York, USA; Private Collection, New York, USA
    Fotografia de 19 de maio de 2015.
    Leilão Zemanek-Münster, 80th Tribal Art Auction, 27 de junho de 2015, lote 504, Munique, Alemanha.

    Wood, blackish brown patina, abundant coiffure from plant fiber cord with beaded strings, remains of a costume from knotted plant fibre, slightly dam. (mouth, eyes), abrasion of paint, base; various ethnical groups in the area of the upper Sambesi and the southern Kasai area use the “mwana phwevo” mask type. Its name, “young woman” refers to a mythological female person, who died young, and whose painful loss should be recalled by the masquerade. The masks were danced by men and appear on various festive occasions in order to amuse the village people, especially women, with their charming dances.
    Comparing literature: Hahner-Herzog, Iris, Das Zweite Gesicht, Genf, München, New York 1997, ill. 86
    Os Luena ou Lwena, confinantes com os Chokwe, receberam dos mesmos as principais referências estéticas e culturais, mas mantiveram uma língua algo independente, embora muito próxima, geralmente denominada de Luvale/Lwena ou Lwena/Luvale, com maior expressão na Zâmbia. A sua estruturação política, entretanto, é totalmente diferenciada, centrada na rainha Nhakatolo Ngambo (fal. 1914), que assumira o trono nos meados do XIX.  Sucedeu-lhe a neta, Nhakatola Kutemba (fal. 1956) e, em 1968, reinava no Cavungo a rainha Nhakatolo Tchissengo (fal. 1992). Parece ter havido dificuldades de sucessão, pois a seguinte Nhakatolo só assumiu o trono da tribo Luvale em 2004, então a rainha Lurdes Nhakatolo Tchilombo (1937-2023). Falecida a 16 de julho de 2023, sucedeu-lhe a irmã Anabela Ngambo Kaumba, que foi entronizada como líder do povo Luvale a 8 de setembro de 2023, cerimónia que decorreu durante a realização da 10ª edição do Festival do Povo Luvale, que teve lugar na vila de Cazombo, município do Alto-Zambeze, na província do Moxico e contou com a presença de quatro mil pessoas.