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Arquipelago de Origem:
Luanda
Data da Peça:
2010-00-00
Data de Publicação:
26/03/2025
Autor:
Escultor angolano
Chegada ao Arquipélago:
2025-03-26
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Pensador tchokwe, 2010 (c.), Luanda, Angola.

Categorias
    Descrição
    Pensador tchokwe.
    Samanhonga, mas que deveria ser kaka, ancião ou anciã.
    Madeira entalhada.
    Escultor de Luanda (?), 2010 (c.).
    Angola.

    A primeira referência a uma peça deste género é de José Redinha (1905-1983), primeiro diretor do museu do Dundo, como encontrada em 1936, no Chitato, a 30 minutos da cidade do Dundo, num cesto de adivinhação (Ngombo), medindo 16 centímetros. Nos anos seguintes apareceram outras e noutros contextos, como em pentes e apitos tchokwe, mas também como esculturas dos outros grupos confinantes com os Tchokwe, como os Songye ( The Amy & Elliot Lawrence Collection, leilão Sotheby's de 2022) e outros. Foi no Museu do Dundo que surgiu a ideia de apelidar a figura de Pensador, ou Samanhonga, em Chokwe, em vez da sua efetiva referência de “Kuku” ou de “Kaka”, que quer dizer ancião ou anciã e assim gozando de um estatuto especial de intermediário no contacto entre os vivos e os antepassados. A eles, os membros da família e do povoado recorrem para se consultarem e se aconselharem sobre problemas espirituais e outros. A partir de 1947, senão algo antes, passou a ser a escultura de eleição da aldeia dos escultores do Museu do Dundo, tendo sido reproduzida na ordem das muitas centenas de exemplares.
    A peça dita "original", em princípio, a recolhida em 1936, pois que no museu ficaram outras, foi depositada no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, mas viria a ser roubada no conturbado contexto da guerra civil, o mesmo acontecendo a muitas outras do Museu do Dundo e, inclusivamente, parte dos arquivos do mesmo museu. A sua divulgação, no entanto, continuou a crescer  e em 1984 foi escolhida como um dos símbolos da cultura nacional de Angola.