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Arquipelago de Origem:
Madeira
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
19/02/2025
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2025-02-19
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Construção de uma levada, 1950 (c.), ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Construção ou reparação de uma levada,
    Fotografia de 1950 (c.)
    Coleção particular, ilha da Madeira

    Na ilha da Madeira, cresce-se, brinca-se e vive-se perto de levadas. Elas fazem parte da paisagem e os seus caminhos, fazem parte do nosso dia a dia. As suas águas, que seguem até ao mar, circulam por toda a ilha e brindam-nos com vida. Na sua essência, as levadas continuam a ter a mesma utilidade para a qual foram construídas pelos rocheiros e outros, e os levadeiros a mesma responsabilidade e importância na sua função e manutenção. Como refere Raimundo Quintal, “Na Madeira a história das levadas confunde-se com a dos homens. As primeiras surgiram nos alvores do povoamento e daí para cá nunca mais deixaram de nascer. A rede de levadas é um espantoso monumento com cerca de 1400 Km de extensão, numa ilha com apenas 756 Km².” («Levadas da Ilha da Madeira. Da epopeia da água ao nicho de turismo ecológico», in Revista AmbientalMENTEsustentable, Vol 1, Nº11-12, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2011, p. 142). As levadas são canais de irrigação, ladeadas por um percurso pedestre, construídas com o objetivo de transportar água, do lado norte da ilha, onde este recurso natural é abundante, até ao sul, onde é escasso, para irrigação dos terrenos. Estes aquedutos serviam, igualmente, para a condução da água até os engenhos de moer cereais e cana-de-açúcar e os engenhos de serração de madeiras, que funcionavam a energia hídrica, e, posteriormente, até às centrais hidroelétricas. As nossas “levadas” constituem um sistema de regadio, que podemos considerar único no mundo, não porque estas estruturas não existam noutros locais, mas devido às suas caraterísticas, nomeadamente sua dimensão e a sua localização, no meio da floresta e a grandes altitudes, o que levou a métodos de construção muito específicos, tornando-as uma valiosa obra de engenharia, que faz parte do nosso património edificado, atualmente alvo de uma candidatura a Património Mundial.