Azulejos com gafanhoto e espiga ao gosto Arte Nova, Rafael Bordalo Pinheiro, 1902, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa, Portugal.
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Descrição
Azulejos com gafanhoto e espiga ao gosto Arte Nova
Faiança vidrada sobre suporte relevado, 18,9 x 18,5 cm. (cada)
Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), Caldas da Rainha, 1902 (c.)
Série de que o Museu da Cidade de Lisboa possui variante com borboletas, padrões criados por Rafael Bordalo Pinheiro, em 1902, para a Panificação Mecânica, Lda., em Campo de Ourique, tendo sido aplicado para decorar o balcão de exposição e venda, ainda se produzindo.
Convento da Madre de Deus, Museu Nacional do Azulejo.
Fotografia Turismo de Portugal, 26 de maio de 2021.
Lisboa, Portugal.
O Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, é um dos mais importantes museus de Portugal, não só pela sua coleção ímpar no contexto internacional, pois que o azulejo é, verdadeiramente, uma expressão artística diferenciadora da cultura portuguesa, como pelo edifício em que se encontra instalado, desde sempre, ele próprio, um importante repositório do azulejo português e mesmo holandês, cujas encomendas para Portugal apresentam toda um caráter que localmente não tinham. O convento foi fundado em 1509 pela rainha D. Leonor (1458-1525), mas nos finais do século XVII, o rei D. Pedro II (1648-1706) acudiu de novo às freiras clarissas do Mosteiro da Madre de Deus mandando-o reparar quase todo de novo. Para o efeito, chamou João Rebello de Campos, procurador da mitra do bispo de Viseu D. Jerónimo Soares (c. 1640-1695-1720), dado como detentor de uma especial capacidade para delinear plantas para edifícios, segundo Diogo Barbosa de Machado (1682-1772), que se socorreu das melhores oficinas de Lisboa, dando origem a um dos melhores conjuntos do barroco nacional. O conjunto, mediante o seu espólio, tal como uma especial política de cativação de doações e de público, sendo um dos monumentos mais visitados do país e o museu nacional, ainda sendo detentor de inúmeras distinções internacionais.