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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1949-00-00
Data de Publicação:
10/12/2023
Autor:
João Guilherme Faria da Costa
Chegada ao Arquipélago:
2023-12-10
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's
Proprietário da Imagem:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Autor da Imagem:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Avenida do Mar com a Capitania do Porto em construção, 1949 (c.), Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Avenida do Mar com a Capitania do Porto em construção
    Projeto do arquiteto João Guilherme Faria da Costa (1906-1971), o primeiro arquiteto urbanista português com formação internacional, 1942 e seguintes, concluído em 1950
    Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, 1949 (c.)
    Funchal, ilha da Madeira

    O projeto da Avenida do Mar já se equacionara nos finais do anterior século XIX, tendo os irmãos Adriano Augusto Trigo (1862-1926) e Aníbal Augusto Trigo (1865-1944) procedido a trabalhos parcelares, mas condicionados pelas infraestruturas portuárias e outras na frente mar da cidade. O projeto geral foi riscado depois pelo arquiteto Ventura Terra (1866-1919) e somente com a gestão da cidade do Funchal entregue a 12 jan. 1935 ao jovem Fernão de Ornelas Gonçalves (1908-1978), que imprimiu à cidade toda uma outra dinâmica, levando a efeito uma verdadeira revolução urbanística, foi possível avançar nesses anos. Com esses trabalhos, inclusivamente, em julho de 1939 procedeu-se à desmontagem do Pilar de Banger (1798), o que provocou larga polémica na comunicação madeirense. No seguinte ano de 1940 procedia-se ao projeto de prolongamento para nascente da Avenida do Mar, entregue ao engenheiro João Ribeiro Coutinho de Lima (1903-1978), depois inspetor superior de Obras Públicas e diretor do Porto de Aveiro, assinado a 6 fev. 1940. O projeto do engenheiro foi o que chegou aos nossos dias, com pontuais adaptações, estando previsto o prolongamento para o Campo Almirante Reis, o que não viria a fazer-se dado o aumento das instalações da anteriormente inglesa Companhia da Luz Elétrica, que Fernão Ornelas nesses anos conseguiu municipalizar.