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Arquipelago de Origem:
Dubai
Data da Peça:
1770-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
22/11/2022
Autor:
Arsenal britânico
Chegada ao Arquipélago:
2022-11-22
Proprietário da Peça:
Dubai Museum
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Boca-de-fogo de ferro inglesa da entrada do Forte Al-Fahidi, 1770 (c.), Dubai Museum, 1 de dezembro de 2021, Emirados Árabes Unidos

Categorias
    Descrição
    Boca-de-fogo de ferro inglesa da entrada do Forte Al-Fahidi da zona histórica do Dubai.
    Arsenal inglês de 1770 (c.).
    Visita do projeto Maritime Archeological Survey Portuguese Team, 30 november 12-december 2021
    Underwater Archaeology mission UEA, Sir Abu Nu’ayr, emirado de Sharjah, Emirados Árabes Unidos.
    Fotografia de 1 de dezembro de 2021.
    Dubai Museum, Zona Histórica do Dubai, Emirados Árabes Unidos.

    A presença humana na área do emirado do Dubay remonta a vários séculos antes de Cristo, embora seja uma ocupação errática, típica das tribos nómadas da Arábia. Escavações na área de Al-Qusais e Jumeirah, entretanto, exumaram peças de pedra de decoração incisa, de 200 a.C., tal como na área da cidade também já foram detetadas ocupações, inclusivamente, mais antigas, hoje, em parte submersas, dado o recuo da linha de costa. As referências documentais à ocupação da cidade do Dubay, embora vagas, apontam para o ano 1000, em registos de viagens, mas só se encontra documentada in loco pelos anos de 1789 a 1799, com a construção do forte de Al-Fahidi, hoje adaptado a Museu.
    As antigas fortalezas costeiras das ilhas e costas do Atlântico, mas também do Índico e do Pacífico, encontram-se hoje equipadas/decoradas com bocas-de-fogo de ferro navais inglesas provenientes das praias próximas, na ordem de muitos, mesmo milhares. Primeiro, porque as de bronze, sendo de material reciclável, só pontualmente chegaram aos nossos dias, depois, porque pelas ordenanças navais inglesas, as bocas de fogo de ferro que atingissem 300 disparos efetuados, deveriam ser obrigatoriamente lançadas na primeira praia onde o navio varasse, essencialmente, por questões de segurança, pois que os acidentes eram mortais para as guarnições e, também, por não serem recicláveis.