Image
Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1990-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
17/09/2022
Autor:
Luís Marino
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-17
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Nota biográfica de Abel Marques Caldeira, Luís Marino, Funchal, 1990 (c.), ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Nota biográfica de Abel Marques Caldeira.
    (1896-1965)
    Luís Marino, nome literário ou pseudónimo de Luís Gomes da Silva (1909-1996), 1990 (c.), espólio do ARM (ABM/LMR/A/044), 117, ilha da Madeira.
    Levantamento de Rui Carita e Orlando Ornelas para a monografia de mestrado Alexandre da Cunha Teles (1891-1936), 2022.

    Abel Marques Caldeira (Sé, 25 maio 1896-4 maio 1965), foi redator do Jornal da Madeira, tendo depois os seus descendentes ficado ligados à editorial Eco do Funchal. Casou no Funchal a 30 jun. 1923, com 27 anos de idade, com Virgínia do Rosário Ornelas, de 18 anos, tendo um dos padrinho sido o Dr. Alexandre da Cunha Teles (1891-1936). Editou e publicou o Almanaque da Madeira (segundo Luís Marino, pelo que deve ter sido somente colaborador, pois pelo que conhecemos, a coordenação e edição dos volumes de 1924 e de 1956, que não houve mais, foi do padre Carlos Jorge de Faria e Castro, 1888-1971),  Por Terras de Além-Mar (também segundo Luís Marino, pois que não recolhemos outra referência), Falares da Ilha, Pequeno Dicionário da Linguagem Popular Madeirense (1961) e o O Funchal no Primeiro Quartel do Século XX. 1900-1925 (1964).
    Luís Marino, nome literário ou pseudónimo de Luís Gomes da Silva (1909-1996), nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 3 de março de 1909, filho de António Gomes da Silva e de D. Júlia dos Santos Silva. De 1924 a 1969 foi empregado na Indústria dos Bordados da Madeira, mas esteve sempre ligado ao jornalismo, escrevendo inicialmente para o semanário O fixe, e, posteriormente, foi secretário e depois redator do semanário A Madeira nova (1932-1935). Colaborou com os periódicos: A Voz da Madeira; Comércio do Funchal; Eco do Funchal; A Ilha; O Povo; O Jornal; Re-Nhau-Nhau; O Bombeiro; Diário da Madeira; Almanaque Madeirense entre outros. Em 1938 foi laureado com Menção Honrosa no Concurso de Quadras Populares, organizados pela revista Cultura e Recreio, de Lisboa. Em 1941-42 obteve três Menções Honrosas nos Jogos Florais da Madeira, organizados pelo inicial jornal Eco do Funchal. Em 1946 repetiu a proeza, desta feita nos Jogos Florais organizados pelo Ateneu Comercial do Funchal, com “O Pobre e o Rico”, depois editado em 1961. Em 1950 e 1960 recebeu Menção Honrosa e Primeiro Prémio nos Jogos Florais dos Açores, promovidos pelo “Clube Asas do Atlântico”, poemas que foram radiodifundidos pela Emissora de Santa Maria. Em 1951 ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Portugal, promovidos pela “Propaganda Turística Portuguesa” de Lisboa, versos que foram declamados por João Villaret (1913-1961). Foi homenageado no dia 2 de outubro de 1984 pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, mas o seu estado de saúde não lhe permitiu estar presente, pelo que foi o prémio entregue à sua esposa Maria José de Freitas Silva.  Faleceu a 12 de julho de 1996, segundo a sua Certidão de Óbito e foi sepultado no Cemitério de São Martinho dois dias após. O seu nome figura no livro Dicionário de Escritores e Artistas Portugueses Contemporâneos (Blog BMFunchal).