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Arquipelago de Origem:
Angústias (Funchal)
Data da Peça:
1901-07-27
Data de Publicação:
19/05/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-19
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Presentes da corbeille do casamento de 25 de julho de 1901, na Quinta Pereira, Diário de Notícias do Funchal, 27 de julho de 1901, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Presentes da corbeille do casamento de 25 de julho de 1901, na Quinta Pereira.
    Lista encabeçada por Josefina de Castelo Branco Ribeiro da Cunha (1864-1919), mulher do governador civil José Ribeiro da Cunha (1854-1915) e filha dos 2.ºs Barões de São Pedro e, entre outras, a baronesa da Conceição, Elizabeth Lehmann Lanstrooth (1822-1904), as filhas, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), viscondessa de Andaluz e Isabel Figueira Jardim, e a neta Maria Isabel Andaluz, condessa de Vila Verde, pelo seu casamento com Pedro de Almeida e Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz de Sousa (1865-1908).
    Diário de Notícias, Funchal, 27 de julho de 1901, p. 2, ilha da Madeira

    Elizabeth Lehmann Lanstrooth (1822-1904), natural de Filadélfica, filha do pastor protestante Pescator Langstrooth (1790-1861), dado como um hábil fabricante de papel e de Elizabeth Lehmann (1783-1876), casou também em Filadélfia, em 30 de outubro de 1847, com o comerciante Fortunato Joaquim Figueira (25 abr. 1809; 9 abr. 1885), vindo a tornar-se, em 1855, baronesa da Conceição. Fortunato Joaquim Figueira e o irmão, Paulo Fortunato Figueira, eram filhos do capitão Paulo Joaquim Figueira e de Ana Joaquina de Sousa, havendo participado na malograda defesa da Madeira frente às forças miguelistas, em 1828. Perante o desastre ocorrido, fizeram-se ao mar numa pequena embarcação, vindo a ser recolhidos por um navio de carreira que os levou para África. Passaram então ao Brasil e, daí, aos Estados Unidos da América, estabelecendo-se em Nova Iorque com negócios na área da importação de vinhos. Vieram a adquirir importantes meios de fortuna, essencialmente, em princípio, recorrendo à falsificação de papel moeda brasileiro, como foram noticiando os periódicos de Nova Iorque e do Rio de Janeiro, mas notícia que nunca correu em Portugal ou na Madeira, ao que tenhamos conhecimento. Fortunato Joaquim Figueira, entretanto, saiu de Nova Iorque e casou em Filadélfia, nos Estados Unidos e, fixando-se em Lisboa, conseguiu alvará de moço fidalgo com exercício na Casa Real e de comendador da Ordem de Cristo, de 13 de outubro de 1850, dado o seu envolvimento na defesa da Madeira constitucional e, por decreto de 11 de setembro de 1855, o título de barão da Conceição. Veio a radicar-se por 1861 ou 1962 na Madeira, tendo a baronesa sido batizada pelo rito católico a 24 de maio de 1862, pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872), tendo sido madrinha a condessa de Farrobo,  D. Eugénia de Saldanha Oliveira Daun (1831-1872), filha do duque de Saldanha (1790-1876), casando depois a filha mais velha, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), a 21 de abril de 1869, com o governador civil 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900) e, a 29 de novembro de 1879, Isabel Langstrooth Figueira, com o Dr. Nuno Ferreira Jardim (1850-1941). Os barões da Conceição viveram na Quinta Faria, depois Quinta dos Ilhéus, levantado a Quinta da Estrela, no Caniço, que dotaram com um bom parque arbóreo, hoje Quinta Esplêndida, falecendo o barão, no Funchal, na Quinta Faria, na Rua dos Ilhéus, a 9 de abril de 1885 e a baronesa, na Quinta dos Ilhéus, a 5 de janeiro de 1904.