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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1868-09-28
Data de Publicação:
17/05/2022
Autor:
A Revolução de Setembro
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-17
Proprietário da Peça:
Biblioteca Nacional de Portugal
Proprietário da Imagem:
Biblioteca Nacional de Portugal
Autor da Imagem:
Biblioteca Nacional de Portugal
Notícia do barão da Conceição ter sido nomeado cônsul dos Estados Unidos da América no Funchal, In A Revolução de Setembro, Lisboa, 28 de setembro de 1868, fl. 3, Portugal

Categorias
    Descrição
    Notícia de Fortunato Joaquim Figueira, barão da Conceição ter sido nomeado cônsul dos Estados Unidos da América no Funchal
    (1809-1885)
    Idem, da nomeação do marquês de Sesimbra, D. Tomás de Sousa e Holstein (1839-1887), filho do duque de Palmela (1781-1850), como governador civil, e o 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900), como secretário-geral e que se encontrava para casar com uma das filhas dos barões da Conceição.
    In A Revolução de Setembro, Número 7.892, Lisboa, Sábado, 28 de setembro de 1868, f. 3, Portugal.

    Fortunato Joaquim Figueira (25 abr. 1809; 9 abr. 1885) e o irmão, Paulo Fortunato Figueira, eram filhos do capitão Paulo Joaquim Figueira e e de Ana Joaquina de Sousa, havendo participado na malograda defesa da Madeira frente às forças miguelistas, em 1828. Perante o desastre ocorrido, fizeram-se ao mar numa pequena embarcação, vindo a ser recolhidos por um navio de carreira que os levou para África. Passaram então ao Brasil e, daí, aos Estados Unidos da América, estabelecendo-se em Nova Iorque com negócios na área da importação de vinhos. Vieram a adquirir importantes meios de fortuna, essencialmente, em princípio, recorrendo à falsificação de papel moeda brasileiro, como foram noticiando os periódicos de Nova Iorque e do Rio de Janeiro. Fortunato Joaquim Figueira, entretanto, saiu de Nova Iorque e casou em Filadélfia, nos Estados Unidos, em 30 de outubro de 1847, com Elizabeth Lehmann Lanstroth (1822-1904), filha do pastor protestante Piscator Langstrooth (1790-1861), dado como um hábil fabricante de papel e de Elizabeth Lehmann (1783-1876). Fixando-se em Lisboa, conseguiu alvará de moço fidalgo com exercício na Casa Real e de comendador da Ordem de Cristo, de 13 de outubro de 1850, dado o seu envolvimento na defesa da Madeira constitucional e, por decreto de 11 de setembro de 1855, o título de barão da Conceição. Veio a radicar-se por 1861 ou 1962 na Madeira, tendo a baronesa sido batizada pelo rito católico a 24 de maio de 1862, pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872), tendo sido madrinha a condessa de Farrobo,  D. Eugénia de Saldanha Oliveira Daun (1831-1872), filha do duque de Saldanha (1790-1876), casando depois a filha mais velha, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), a 21 de abril de 1869, com o governador civil 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900) e, a 29 de novembro de 1879, Isabel Langstrooth Figueira, com o Dr. Nuno Ferreira Jardim (1850-1941). Os barões da Conceição viveram na Quinta Faria, depois Quinta dos Ilhéus, levantado a Quinta da Estrela, no Caniço, que dotaram com um bom parque arbóreo, hoje Quinta Esplêndida, falecendo o barão, no Funchal, na Quinta Faria, na Rua dos Ilhéus, a 9 de abril de 1885 e a baronesa, na Quinta dos Ilhéus, a 5 de janeiro de 1904.