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Arquipelago de Origem:
Coimbra
Data da Peça:
1923-00-00
Data de Publicação:
21/03/2022
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2022-03-21
Proprietário da Peça:
José Anjos de Carvalho
Proprietário da Imagem:
José Anjos de Carvalho/Emp. DN
Autor da Imagem:
Alfredo de Morais
Fonte dos Amores, Gabrièlle Réval, capa de Alfredo Morais, Lisboa, folhetim do Diário de Notícias, 1923, Portugal

Categorias
    Descrição
    Gabrièlle Réval, A Fonte dos Amores.
    (1869-1923)
    Capa de Alfredo Morais (1872-1971), 1923.
    Lisboa, Empresa Diário de Notícias, 1923, Portugal.
    Exemplar da colecção de José Anjos de Carvalho, Lisboa, Portugal.
    Sugestivo romance de scenas da vida de estudantes, publicado em folhetins no Diário de Notícias. Tradução de M. Pereira Coelho e A. Cortez dos Santos. Ilustração de Alfredo Morais, Lisboa, Tipografia da Empresa Diário de Notícias, 1923. Réval, pseudónimo da escritora francesa pouco conhecida (Gabrielle Élise Victoire Logerot, Viterbo, 20 dez. 1869; Lyon, 15 out. 1938), entradota nos anos, viveu alguns meses em Coimbra na passagem de 1922 para 1923. Apaixonada por Coimbra e pelos seus mitos, idealizou um romance pequeno-burguês, para tanto misturando costumes académicos, "la merveilleuse histoire de Inés de Castro" e trajos folclóricos femininos de Coimbra e do Minho que já tinham caído em desuso. Deram apoio técnico e aconselhamento a Réval e a Lion Falcão Machado (depois professor do Liceu Sá da Bandeira, Angola), Manuel da Silva Gaio, e os estudantes Osório Machado e José Dias.

    O folhetim serviu de guião a um filme mudo, gravado em Coimbra durante as férias de Verão de 1923, pela mão de Roger Lion. Jean Murat fazia de estudante rico, representando ao lado de nomes como Maxudian, Pauline Pô, Gil Clary (como Inês de Castro), Janine Marrey e Michel Sym (estudante pobre). Diversos estudantes participaram no filme como figurantes. As tomadas de imagens decorreram na Couraça dos Apóstolos, Largo da Feira, Sé Velha, Choupal, Quinta das Lágrimas, Picadeiro da GNR e no Luso.

    O filme foi estreado em Paris, no Trocadero, a 18 de Junho de 1924, coincidindo com uma actuação do Orfeon dirigido por António Joyce, com complemento de um espectáculo pelo Grupo de Artur Paredes: Artur Paredes (guitarra), António Aires de Abreu (violão), António Menano (voz), Agostinho Fontes Pereira de Melo (voz), José Roseiro Boavida (voz) e Fausto Frazão (voz). Este filme foi também estreado em Lisboa, no Tivoli, a 12 de Janeiro de 1925.

    Fontes: Luís de Pina, "História do Cinema Português", Mem Martins, Publicações Europa América, 1986, pág. 55 (erro de datas na pág. 55, pois as filmagens decorreram em 1923 e não em 1924); Manuel Aires Falcão Machado, "Comemoração das Bodas de Diamante do Orfeon Académico de Coimbra. 1880-1955", Coimbra, 1956, pág. 77; Francisco Pimentel, "A Fonte dos Amores. Um filme sobre Coimbra e os seus estudantes", Rua Larga, Nº 20, 8 de Dezembro de 1958, págs. 612-615; António José Soares, "Saudades de Coimbra. 1917-1933", Coimbra, 1986. (AMNunes)
    Alfredo Januário de Moraes (Lisboa, 18 set. 1872-idem, 6 fev. 1971). Estudou na Escola de Belas Artes, foi chefe de litografia da Imprensa Nacional, onde trabalhou com Roque Gameiro (1864-1935) e um dos fundadores da Sociedade Nacional de Belas Artes, onde ensinou gratuitamente durante 20 anos, deixando uma excecional obra como aguarelista, galardoada nacional e internacionalmente, e, muito especialmente, como ilustrador e cartoonista. Foi pai do também aguarelista Narciso Alfredo de Moraes (1892-1977).