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Arquipelago de Origem:
Nigéria
Data da Peça:
1950-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
01/01/2022
Autor:
Mestre Igbo do sul de Awka (?)
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-01
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palais Dorotheum, Viena
Autor da Imagem:
Palais Dorotheum, Viena
Figura de Ancestral masculino, Alusi ou Agbarra de antigo altar Igbo de Viena, 1950 (c.), estado de Ebonyi, Nigéria

Categorias
    Descrição
    Figura de Ancestral masculino Alusi ou Agbarra de antigo altar Igbo.
    Madeira esculpida e patinada, 103 cm.
    Mestre Igbo do sul de Awka, 1950 (c.).
    Estado de Ebonyi, Nigéria.
    Prov. Coleção Paolo Morigi e, depois, de uma austríaca.
    Leilão do Palais Dorotheum, Viena, lote 55, 31 out. 2017, avaliado em vendido em 4.000 a 5.000 euros, mas não vendido.

    As crenças e práticas religiosas dos povos da língua Igbo, um dos maiores grupos étnicos africanos, habitando o leste, sul e sudeste da Nigéria, Camarões e Guiné Equatorial, genericamente designadas por Odinari, identificam uma constelação de divindades tutelares conhecidas como alusi ou agbara, mensageiros do grande deus Chukwu, "o grande espírito", acessíveis aos desejos dos homens através de sacrifícios e oferendas. Estas entidades invisíveis incluem, não só pessoas e determinados princípios, como lugares, quer em terra, como elementos proeminentes na paisagem,  mas também rios e, inclusivamente, lugares de mercados e os dias em que se realizam, etc. Ampliam-se ainda essas entidades aos elementos ancestrais, como heróis fundadores e lendários, tal como às míticas guerras em que se envolveram. Genericamente, os cultos aos ancestrais e seres tutelares propiciam um conjunto de práticas que contribuem para a saúde, prosperidade, produção agrícola e manutenção do moral elevado, ordem social e ecológica. As figuras de madeira maciça que os representam variam entre os 45 cm e 180 cm de altura, e são esculpidas de uma forma convencional, estática e simétrica, muitas vezes de mãos estendidas aguardando as oferendas. Os escultores são invariavelmente homens, havendo informações de que seriam as mulheres que as pintavam com branco de lanolina, pigmentos vermelho, laranja, etc.