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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1926-00-00
Data de Publicação:
24/10/2026
Autor:
Carlos Selvagem
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-24
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Bertrand
Autor da Imagem:
Mania Roque Gameiro
Papagaio Real, texto de Carlos Selvagem e ilustração de Mania Roque Gameiro, Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, s/data (1926), Portugal.

Categorias
    Descrição
    Carlos Selvagem (1890-1973), Papagaio Real, ilustração de Mania Roque Gameiro (1901-1996), Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, s/data (1926), Portugal.

    Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos
    (Lisboa, 13 ago. 1890; idem, 13 ago. 1973) foi um escritor que se notabilizou pelas suas obras de trama histórica e, quase sempre, de pendor marcadamente nacionalista, como as de Henrique Galvão (1895-1970), de quem era próximo, sendo coautor  do Império Ultramarino Português (4 vols., 1950-1953), que chamou Operação Dulcineia, ao seu assalto ao Santa Maria, em 1961, título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Oriundo do Real Colégio Militar, onde esteve entre 1901 e 1907, tinha ali a alcunha de Selvagem, que passou a utilizar como pseudónimo, passando à Escola do Exército, onde integrou o curso de Cavalaria, tendo prestado serviço em Moçambique, no Niassa, durante a I Grande Guerra, onde voltou entre 1931 e 1934, como capitão governador de Inhambane. Entre outros trabalhos, refira-se o Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, obra encomendada por concurso público, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e ainda reeditada em 2006.
    Maria Emília Roque Gameiro (1901-1996), também artista plástica e conhecida como Mámia ou Mamia, filha de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935), veio a casar com Jaime Martins Barata (1899-1970),  integrando ambos a chamada Tribo dos Pincéis, ou seja, a família Roque Gameiro. Martins Barata desenvolveu, entretanto, uma obra notável como pintor, ilustrador, medalhista, assim como, muito especialmente, como autor de selos. Em 1947, quando foi nomeado, inclusivamente, Consultor Artístico dos CTT, data em que deixou a carreira de professor do liceu definitivamente. Não sendo um historiador profissional, Martins Barata interessou-se ainda pela investigação sobre os navios portugueses da transição do século XIV para o século XV, onde deixou um importante trabalho.