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Arquipelago de Origem:
Roma
Data da Peça:
1931-02-12 00:00:00
Data de Publicação:
20141018
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2012-08-05 00:00:00
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Não identificado
Inauguração da Radio Vaticano, 12 de fevereiro de 1931, Roma, Itália

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Descrição
Inauguração da Radio Vaticano.
Cardeal Pacelli, futuro papa Pio XII e o papa Pio XI.
Projeto de Guglielmo Marconi, 12 de Fevereiro de 1931.
Vaticano, Roma, Itália.

Fundada pelo papa Pio XI (1857; 1922; 1939) e encomendada ao marquês Guglielmo Marconi (Bolonha, 25 Abr. 1874; Roma, 20 Jul. 1937), em 1931, teve a primeira emissão transmissão a 12 de fevereiro de 1931, utilizando duas frequências e um transmissor de 10 kw. Em 25 de dezembro de 1937 já possuía um transmissor Telefunken de 25 kw e duas antenas direcionais, fazendo uso de 10 frequências. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Radio Vaticano, embora nem sempre dada como apoiante dos Aliados, foi uma fonte de notícias para os mesmos e um importante órgão de propaganda pró-aliada.
Papa Pio XI (nascido Ambrogio Damiano Achille Ratti; Desio, Milão, 31 Maio 1857; papa a 6 Fev. 1922; Roma, 10 Fev. 1939). Bibliotecário da Biblioteca Ambrosiana em Milão, veio a assinar com o governo fascista de Benito Mussolini (1883, 1945), em 1929 o Tratado de São João de Latrão, regularizando as relações do Vaticano com o reino de Itália, resolvendo assim, a chamada "Questão Romana" que já havia sido, antes, objeto da encíclica Ubi arcano, na qual o papa dizia que "a Itália não tem e não terá o que temer da Santa Sé". O papa passou assim a ser reconhecido internacionalmente com um chefe de estado, assinando mais onze concordatas e cinco acordos internacionais, mas em breve as relações com Mussolini degradavam-se e em 1931, o papa publicava a encíclica Non abbiamo bisogno, escrita em italiano e onde se critica severamente o governo fascista italiano. Nesse mesmo ano de 1931, face à Grande Depressão e 40 anos depois da Rerum Novarum, Pio XI publica a encíclica Quadragesimo anno, onde condena o comunismo e o socialismo, mas também condena os abusos do capitalismo e do livre mercado, tal como a concentração de renda e de poder, afirmando que sem justiça social e caridade não se terá uma ordem económica justa, chamando a atenção para o papel do Estado no estabelecimento de regras para coibir os excessos do livre mercado. Em 1937 ainda sai a encíclica Mit brennender Sorge que condena a ideologia nazi, escrita em alemão e levada em segredo para a Alemanha, onde foi impressa e distribuída, ainda em segredo e em todas as paróquias lida num mesmo dia, durante a missa dominical.
O Papa Pio XII, em latim Pius PP. XII (nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; Roma, 2 Mar. 1876; idem, 9 Out. 1958), era o primogénito de uma família da nobreza italiana, neto de Marcantonio Pacelli, que fora subsecretário de Pio IX (13 Maio 1792; 16 Jun. 1846; 7 Fev. 1878) e o fundador do jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano, em 1861. O cardeal Pacelli, antigo núncio apostólico na Alemanha, entre 1919 e 1929, passou depois a secretário de Estado do Vaticano, em 1930 e, embora apoiante da abertura política de Pio XI (1857; 1922; 1939), eleito papa a 2 Mar. 1939, o primeiro papa romano desde 1724, veio a desenvolver uma política entendida como de direita, com uma polémica atuação na Segunda Guerra Mundial, tendo sido o único papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da Infalibilidade Papal invocado por Pio IX, quando definiu o dogma da Assunção de Maria em 1950, na encíclica Munificentissimus Deus, provavelmente, em memória à sua elevação a cardeal em 13 de maio de 1917.