Trilogia dos Poderes, Amândio de Sousa, 1990, Funchal, ilha da Madeira.
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Descrição
Trilogia dos Poderes.
(Executivo, Legislativo e Judiciário)
Bronze assinado e datado, 415 cm.
Amândio de Sousa (1934-2021), 1990.
Pelintro revestido a cantaria rija.
Inscrição: Juris et de Jure; Oferta do BANIF - Banco Internacional do Funchal, S. A., À Assembleia Legislativa Regional, 4-12-90.
Inaugurado a 4 de dezembro de 1990.
Fotografia de 17 de maio de 2008.
Assembleia Legislativa Regional.
Avenida do Mar, Funchal, ilha da Madeira.
Amândio de Sousa (Funchal, 1934-2021). Concluiu o curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes do Porto com a classificação final de vinte valores, tendo sido aluno de Salvador Barata Feyo (1899-1990) e de Lagoa Henriques (1923-2009). Aí conviveu com os elementos do futuro grupo "Quatro Vintes", constituído por Ângelo de Sousa (1938-2011), Armando Alves (1935-), Jorge Pinheiro (1931-) e José Rodrigues (1936-2016), dado todos terem terminado o curso com aquela classificação, participando na dinâmica dessa geração e da Escola do Porto. Participou na 24ª Missão Estética de Férias em Beja, orientada pelo Prof. Armando de Lucena (1961). Estagiou, no início dos anos 60, na fábrica Jerónimo Pereira Campos Filhos, em Aveiro, onde iniciou a prática de cerâmica o que, mais tarde, aproveitando a existência de uma olaria no Funchal, o levou a executar uma série de peças de barro vidrado. Mais tarde, estagiou no Centro Internacional de Escultura de Pero Pinheiro, onde executou peças em pedra, duas das quais estão no Centro Cívico e Cultural do Estreito de Câmara de Lobos. Fundou a primeira galeria de design e arte moderna no Funchal, a Tempo, em 1964, com o Arq. Rui Goes Ferreira (1926-1978), a Galeria de Artes Decorativas Tempo, onde se realizaram mostras de arte contemporânea, tendo colaborado com o arq. Raul Chorão Ramalho (1914-2002) e executado inúmeros trabalhos públicos de grande rigor e exigência, entre os quais a Trilogia de Poderes da Assembleia Legislativa Regional, 1990 e a Justiça do Tribunal da Ponta do Sol, 1994. Cf. Isabel Santa Clara, "Amândio de Sousa, Escultor", in revista Islenha, nº 49, jul. dez. 2011, pp. 131-148.
Exerceu funções docentes no Ensino Secundário, foi Assessor para os Assuntos Culturais (1976-1978), e Diretor do Museu das Cruzes (1977-2001). Abriu, em 1964, Esteve representado na exposição Horizonte Móvel. Uma perspectiva sobre as artes plásticas na Madeira —1960-2008, Funchal, Museu de Arte Contemporânea do Funchal, 2008, realizada no âmbito dos 500 Anos da Cidade do Funchal. Em fevereiro de 2016 apresentou Derivações na Ordem dos Arquitetos, Funchal, em colaboração com o Arq. Duarte Caldeira e, em dezembro do mesmo ano, integrou, com o pintor Jorge Pinheiro, a exposição Paralelamente, no MUDAS-Museu de Arte Contemporânea da Madeira. Tem trabalhos em diversos edifícios do Funchal (Clínica de Santa Catarina, Hotel Monte Rosa, casa do Dr. Semião Mendes), bem como escultura pública em várias localidades do país, nomeadamente uma figura feminina em bronze, hoje no Cais da Fonte Nova em Aveiro. Da colaboração com o Arq. Chorão Ramalho destacam-se o sacrário da igreja do Imaculado Coração de Maria e o relevo em betão para a entrada oeste do edifício do Centro de Segurança Social da Madeira (antiga Caixa de Previdência, 1970). Concebeu o mobiliário litúrgico para a Igreja do Carmo, em Câmara de Lobos, da autoria do Arq. Marcelo Costa (1927-1994) e desenvolveu ainda diversos trabalhos na área do design.
Das peças escultóricas em espaços públicos na Madeira destacam-se:
1969 - Escultura comemorativa do 1º jogo de futebol na Madeira, Largo da Achada, Camacha.
1990 - Trilogia dos Poderes, bronze, Assembleia Regional da Madeira.
1994 - Justiça, Tribunal da Ponta do Sol.
2001 - Escultura comemorativa dos 500 anos da fundação do concelho da Ponta do Sol, betão e cascata de água.
2004 - Homenagem à diáspora madeirense, muro de cantaria com intervenção em cobre, Parque Temático, Santana.
2020 - Escultura Comemorativa dos 600 Anos da Descoberta do Arquipélago da Madeira, “Árvore Metálica”, Rotunda Bernard Harvey Foster (Funchal).
Foi distinguido com os seguintes prémios nacionais: 2º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal do Porto (1992); 1º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal de Montijo (1994) e 3º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal de Braga (1993).
Cronologia Alfândega do Funchal:
1477, 15 mar. - criação dos postos alfandegários da Madeira pela infanta D. Beatriz; 1499, 4 julho - foral para alfândega do Funchal, depois copiado para os Açores; 1512, 15 outubro - alvará régio concedendo à alfândega do Funchal o monopólio da exportação do açúcar madeirense; 1515 - início das obras da alfândega nova; 1519, fevereiro - pedido da CMF para cativar os dinheiros da construção, sinal de se encontrar feita; 1532, 26 maio - provisão de D. João III sobre a coutada do Caniço, reservada para quando se deslocasse à Madeira; 1557, 18 maio - venda das antigas casas da Alfândega Velha, à R. Direita; 1612 - obras na Alfândega, patentes em lápide; 1630, finais - construção dum reduto defensivo em frente à alfândega por ordem do bispo-governador D. Jerónimo Fernando; 1641, 25 jan. - tumultos na alfândega destituindo o provedor; 1644, 11 ago. - manda-se construir um reduto na alfândega e muralhas à sua volta, conforme inscrição da antiga entrada; 1654 - desenho do edifício no mapa "Descrição.." de Bartolomeu João; 1669, 30 out. - carta do provedor sobre as obras necessárias na Alfândega; 1714, 14 dez. - instituição testamentária da capela de Santo António pelo provedor Dr. João de Aguiar; 1715, 14 jan. - falecimento e abertura do testamento do provedor, depois enterrado na sua capela; 1733, 30 jun. - mandado do Conselho da Fazenda para obras na Alfândega; 1736, 24 dez. - vistoria e autorização de culto na capela de Santo António; 1748, 1 nov. - terramoto no Funchal que danifica o edifício; 1750, 30 out.- providências urgentes a tomar em relação ao edifício e início das obras de ampliação; 1771, out. / nov. - passagem pelo Funchal do gravador Thomas Hearne (1744-1817) que elabora panorâmica do Funchal; 1804, out. - planta do Funchal após a aluvião de 1803; 1817 - ampliação da antiga bateria marítima da Alfândega sob direção de Paulo Dias de Almeida e levantamento do conjunto edificado in Descrição da ilha da Madeira; 1820 (c.) - novo desenho do conjunto edificado; 1834, 23 julho - decreto colocando a alfândega do Funchal no regime geral do Reino; 1835, 20 fev. - reformulação dos quadros de pessoal; 1863, 1 jan. - entrada do Arquipélago no sistema geral tributário; 1860 (c.) - Planta da bateria de Santo António da Alfândega do Funchal; 1865 (c.) - planta das casas anexas à bateria de Santo António da Alfândega; 1876, meados - Planta da bateria de Santo António da Alfândega pedida pelo ofício de 7 fev. 1876; 1940, 26 set. - publicação de Decreto nº 30 762, no DG, 1.ª série, n.º 225, determinando a classificação da Casa da Alfândega como Monumento Nacional; 01 nov. - publicação do Decreto nº 30 838, DG, 1.ª série, n.º 254, suspendendo o decreto n.º 30 762, de 26 de set. do mesmo ano, relativamente à classificação de imóveis de propriedade particular; 1964 - alvitre da instalação na antiga alfândega da Delegação de Turismo da Madeira; 1971 - ressurgimento da mesma ideia da instalação da delegação do turismo; 1974 - ideia de a utilizar como Museu de História Natural e Aquário; 1976 - proposta da DRAC de instalação de um "museu geral" na Alfândega, reunindo peças de outros museus e instituições; 1977, set. - comemorações dos 500 anos da alfândega com exposição alusiva; 1982, 29 abr. - Governo Regional aprova a recuperação do edifício para instalação da Assembleia Regional; 1985 - início das obras de recuperação, segundo projeto do Arq. Chorão Ramalho (1914-2002); 1987, 4 dez. - inauguração das instalações da Assembleia Legislativa Regional; 1990, abr. - inícios dos trabalhos de remontagem do antigo portão da bateria no jardim do pátio; 4 dez. - edição de livro sobre o edifício, de litografia do desenho de Bartolomeu João, abertura ao culto da capela de Santo António e inauguração da estátua alusiva à "trilogia dos poderes" do escultor Amândio de Sousa.