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Arquipelago de Origem:
Egipto
Data da Peça:
0644-00-00
Data de Publicação:
07/11/2026
Autor:
Escultor do Egito Antigo
Chegada ao Arquipélago:
2026-11-07
Proprietário da Peça:
Museu do Louvre
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Estela comemorativa do enterramento de um boi Apis no ano 21 do reinado Psammétique I, 644 a. C., Museu do Louvre, Paris, França

Categorias
    Descrição
    Estela comemorativa do enterramento de um boi Apis
    Ano 21 do reinado Psammétique I, 644 a. C.
    Calcário esculpido,
    Proveniente do serapeu de Menfis (?) e da coleção da família de Charles-Théodule Devéria (1831-1871), adquirida em 1859.
    Museu do Louvre (N 403), Paris, França.

    O culto do boi Ápis (Hapi-ankh) era uma das personificações do culto da Terra e partia da lenda de que Osíris, o "morto-vivo", encarnara num touro branco sagrado em Menfis, tendo sido criado em Serapeu, Djéger, no Baixo Egito, o cemitério dos touros sagrados, muitos dos quais mumificados. O seu culto deve remontar a épocas muito antigas, aparecendo em várias gravuras rupestres e nos textos das pirâmides do Antigo Império, como expressão e símbolo de fertilidade, pujança física e força sexual. Este culto encontra-se ligado ao de Ptah, o deus criador dos artesãos e dos arquitetos, de quem era filho, sendo simbolicamente representado como um boi negro ou malhado com um triângulo branco na testa e o disco do sol entre os chifres.
    Em linhas gerais era uma antiga divindade agrária, que simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora. Dizia a lenda que Ptah, sob a aparência de fogo celeste, engravidou uma vaca virgem que concebeu um touro preto, o qual se tornou o porta-voz ou o duplo de Ptah. Esse touro negro sagrado de Mênfis deveria ter certos sinais ou manchas: na fronte, uma mancha branca quadrada; no dorso, a figura dum abutre ou duma águia; sob a língua, um nó em forma de escaravelho; os pelos da cauda numa mescla de branco e preto e, enfim, um crescente branco sobre o lado direito do corpo. Encontrado um bezerro com tais características pelos especiais sacerdotes chamados os Bastiões ou Guardiãs de Ápis, o animal era conduzido a Menfis numa barca dourada e em grande pompa, depois de ter sido nutrido unicamente por mulheres durante 40 dias. Uma vez entronizado cerimonialmente, vivia no seu santuário, ao lado do deus Ptah, a mais importante divindade menfita, da qual era tido como o arauto, a imagem viva do mesmo Ptah.