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Arquipelago de Origem:
Alentejo
Data da Peça:
2024-04-25
Data de Publicação:
28/10/2026
Autor:
Vhils
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-28
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Retrato do capitão Salgueiro Maia, Vhils, 2024, Parque 25 de Abril de Castelo de Vide, Portugal

Categorias
    Descrição
    Retrato do capitão Salgueiro Maia
    Fernando Salgueiro Maia  (1944-1992) a partir de uma fotografia de Alfredo Cunha
    Gesso esgrafitado, 2,5 x 2,5 m.
    Vhils (Alexandre Farto, 1987-), inaugurado a 24 abr. 2024
    Fotografia de URB-AMOP projeto de 23 de abril de 2024.
    Parque 25 de Abril de Castelo de Vide, Portugal.

    Fernando José Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1 jul. 1944; Lisboa, Hospital Militar de Belém, 4 abr. 1992). Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial. Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém, com Tavares de Almeida, até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, Marcello Caetano (1906-1980), que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo. A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR. Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de abril.
    “Salgueiro Maia foi, na modéstia e isenção do seu comportamento e na honradez do seu carácter, uma referência. Compreendeu como poucos o papel que deve caber aos militares numa sociedade democrática”. Estas palavras de Mário Soares (1924-2017) levantam-nos o véu sobre a força de espírito que o mais famoso Capitão de Abril detinha, e pela qual é reconhecido, mas um homem não se constrói num único momento. É fruto de um percurso vivencial, de uma vida de aprendizagem, que molda o espírito humano e o leva a atos considerados, pela sociedade, de grande valor. Aqui se procura encontrar o percurso de vida de Salgueiro Maia, um homem de grande valor. Conhecendo o seu passado, melhor se pode compreender o homem e a sua circunstância (Sinopse à 11ª edição da editora Âncora).
    Vhils é pseudónimo do grafitti português Alexandre Farto (1987-), que se tornou num dos mais promissores artistas de Arte Urbana, depois de 2008, quando terminou a sua formação na University of the Arts em Londres, com intervenções um pouco por todo o Mundo e certa projeção já na Ásia. Tem voltado periodicamente ao seu local de origem, a margem Sul e o Seixal, mas não abdicando de uma grande intervenção internacional por vários pontos do globo, especialmente, Shangai, na China ou em Hong Kong.