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Arquipelago de Origem:
Monte
Data da Peça:
1774-00-00
Data de Publicação:
13/10/2026
Autor:
Nicolau Ferreira Duarte
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-13
Proprietário da Peça:
Paróquia de Nossa Senhora do Monte do Funchal
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Fuga para o Egito, óleo de Nicolau Ferreira, 1774, igreja de Nossa Senhora do Monte, Funchal, Ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Fuga para o Egito,
    Óleo sobre tela de Nicolau Ferreira (1731-c. 1800), 1774.
    Nave da igreja de Nossa Senhora do Monte.
    Freguesia do Monte, Funchal, Ilha da Madeira.

    Nicolau Ferreira Duarte (1731-c. 1800) Descendente dos Ferreira Duarte, estabelecidos na ilha da Madeira por volta de 1696, Nicolau Ferreira Duarte, pintor, nasceu na freguesia da Sé, no Funchal, a 10 de setembro de 1731. Era filho de Francisco Ferreira Duarte e de Josefa Maria da Encarnação, de Câmara de Lobos, casados na Catedral a 19 de julho de 1727. Eram seus avós paternos Francisco Ferreira Duarte e Maria dos Santos Correia da Silva, casados na Sé a 22 de outubro de 1699. O seu avô, falecido no Funchal em 1736, era natural da freguesia de Nossa Senhora do Alecrim, em Lisboa, sendo filho de António Ferreira Duarte e de Filipa João, naturais e moradores em Lisboa. A sua avó era natural da Sé e filha de Francisco da Silva Fortes, insigne mestre pedreiro, responsável pelas obras da igreja do Bom Jesus, em Ponta Delgada, e de Helena Correia da Silva, naturais e moradores no Estreito de Câmara de Lobos. O pintor era
    ainda neto materno de João Gomes da Silva Faria e M.ª Soeira da Silva Fernandes, naturais do Estreito de Câmara de Lobos.
    Nicolau Ferreira, pintor de óleo, registado, nos vários documentos a ele alusivos, como pintor, mestre desse ofício e ainda oficial de pintor, executou, essencialmente, pintura de cavalete, mas também pintou tetos, frontais, pendões, tarjas e bandeiras, e ainda realizou acrescentamentos, consertos, retoques e restauros em diversos retábulos, como atestam algumas referências arquivísticas: em 1756, recebeu 1$125 réis por consertar quadros do altar do Bom Jesus, na Sé; em 1757, foi registado num distrato de 11$000 réis na Confraria do Bom Jesus, também na Sé; nos anos 1763-1764, arrematou em leilão, por 4$000 réis, tábuas de pinho, juntamente com o seu pai, que pagou 4$978 réis por tabuado de pinho (Alfândega do Funchal); em 1780, foi anotado em registo notarial; entre 1780 e 1788, recebeu 4$000 réis por retocar o retábulo da capela de S. Francisco Xavier, na matriz da Ponta do Sol; entre 1784 e 1789, recebeu 7$450 réis pelo retrato do bispo D. José da Costa Torres; em 1789, recebeu 4$000 réis por retocar o retrato do bispo defunto D. Gaspar Afonso da Costa Brandão; de 1784 a 1796, encomendou materiais de pintura (pano, livros de ouro, tintas, feitio de um frontal) – Confraria do SS.mo (matriz da Ponta do Sol); em 1789, recebeu 50$000 réis por pintar quatro quadros dos altares do corpo da igreja, na Sé; foi anotada a encomenda e parte (?) do pagamento do retrato de D. José da Costa Torres; no ano de 1796, encontra-se a referência a uma tela para a capela de N.ª Sr.ª da Graça, em Porto Santo; em 1800, recebeu 7$000 réis por conta de um painel e mais 10$000 réis pelo resto do painel S. Miguel e as Almas do Purgatório (Sé). Nicolau Ferreira Duarte está documentado nas contas do Seminário (Mosteiro Novo), no ano económico de 1754-1755, data mais recuada em que o encontramos registado como pintor, a acrescentar e a consertar o retábulo de Nossa Senhora do Bom Despacho (3$000 réis) para a boca do camarim e, em 1755-1756, recebendo pagamento pelo feitio de um quadro (4$000 réis). Tendo nascido em 1731, praticava a arte da pintura com apenas 23 anos. Por algumas referências arquivísticas, e uma vez que o último quadro assinado, S. Miguel e as Almas do Purgatório (Sé), data de 1800, cremos que Nicolau Ferreira faleceu com mais de 70 anos. O pintor rubricou algumas das suas obras, assinando como “Nicolao Ferrª.”, “Nîcoláo Ferrª.”, “Nicolaus Frrª.” ou “Niculaus Frrª.”, a que se seguia sempre “fecit”, “o fes” ou “fes em” e a indicação do ano (Rita Rodrigues, DEM 4).