Luís da Paixão Fernandes regressando da Venezuela, Funchal, 28 maio 1953, ilha da Madeira
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Descrição
Luís da Paixão Fernandes, dirigente do Grupo Infantil da Boa Nova,
(1915-1982)
Desembarcando no porto do Funchal no regresso da viagem à Venezuela, 28 maio 1953.
Museu de Fotografia da Madeira.
Luís da Paixão Fernandes (Boa Nova, freguesia de São Gonçalo, 2 abr. 1915-1982) foi artesão, folclorista, dirigente associativo e industrial. Filho de António Fernandes e de Joaquina da Conceição, foi o descendente mais novo de uma família numerosa constituída por seis rapazes e seis raparigas. Aos cinco anos, aprende com o seu progenitor a tocar o machete de braguinha e integra o grupo Viva a Sociedade da Música Nova do Canto do Muro, fundado por seu pai, familiares e amigos, a 1 de maio de 1920. Aos seis anos, entra na escola primária, e conclui a 3.ª classe três anos depois (terminando posteriormente a 4.ª classe). Aos nove anos, aprende a manufaturar obras em verga de vime com o seu pai e irmãos, fazendo desse ofício e da música tradicional a sua forma de vida. Casa-se com Zina Gonçalves Fernandes no dia 28 de agosto de 1944. Deste matrimónio nasceram seis filhos: António Avelino Fernandes, Avelino Luís Fernandes, Alírio Paulo Fernandes, Danilo José Fernandes, Orlanda Barbara Fernandes e Zina Paula Fernandes. Embarcam para Paramaribo, capital da então Guiana Holandesa (depois República de Suriname), no vapor “Cottica”, no dia 19 de agosto de 1948, e ali permanecem como emigrantes num período de sensivelmente cinco anos, durante os quais Luís Fernandes trabalha como mestre de ofício de obra em verga de vime. Regressa à sua terra natal em 1953, aportando no Funchal a 28 de maio, no mesmo navio.