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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1902-00-00
Data de Publicação:
03/10/2026
Autor:
Manuel Gonçalves, o Feiticeiro do Norte
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-03
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
A Chegada de Suas Magestades (22 de Junho de 1901), Versos do "Feiticeiro do Norte" (Manuel Gonçalves), Funchal, Tipografia Bazar do Povo, 1902, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Versos do "Feiticeiro do Norte" (Manuel Gonçalves), A Chegada de Suas Magestades (22 de Junho de 1901).
    (1858-1927)
    Funchal, Tipografia Bazar do Povo, 1902.
    Exemplar do Arquivo Regional e proveniente da antiga Divisão de Documentação da DRAC.
    Existe 2.ª edição da Tipografia Popular, 1929, dois anos depois do seu falecimento, na Biblioteca Municipal do Funchal, ilha da Madeira.

    Manuel de Jesus Gonçalves de Freitas, o Feiticeiro do Norte (Arco de São Jorge, 14 0ut. 1858; idem, 19 mar. 1927) foi um dos mais célebres poetas populares da Madeira, um agricultor e poeta, homem do povo e analfabeto, cuja poesia popular ganhou adeptos por toda a ilha. Filho de João Gonçalves de Freitas e de Maria Júlia, conservou a designação dos seus antepassados capazes de criar rimas quase espontâneas e em público, deliciando assim os seus ouvintes. Casou ainda jovem com Maria de Jesus, da qual teve uma criança, que acabou por falecer assim como a sua 1ª esposa, voltando a casar, em segundas núpcias, com Maria de Jesus Pestana, de quem teve então 8 filhos, embora 4 dos quais também falecessem precocemente. Emigrou para o Brasil em 1910 chegando a editar naquele país dois poemas, como já havia feito na Madeira, mas regressando depois. Segundo GOMES (1959), a poesia de Manuel Gonçalves é uma reminiscência do jogral medieval, que simultaneamente divertia e censurava, ganhando popularidade essencialmente pela sua sinceridade, espontaneidade, limpidez e originalidade, sendo a sua principal característica criar e não repetir. A sua arte de rimar começou a evidenciar-se perto dos 40 anos nos arraiais madeirenses onde a sua veia criadora se cruzou com os sons do rajão e dos ferrinhos. Fisicamente era um homem que se evidenciava pela sua farta barba que ostentava com orgulho, à imagem dos filósofos. Tinha uma deformidade nas pernas e, pelas suas próprias palavras, tinha um corpo malfeitaço, era cambado das pernas, tinha o pescoço curto, os olhos encolhidos, braços delgados e dedos compridos. As suas poesias, editadas em folhas volantes, deliciaram e comoveram gerações.