O Feiticeiro da Calheta, um filme de Luís Miguel Jardim, com Francisco Faria e outros, estreia a 5 de março de 2017 no Centro de Congressos da Madeira, Funchal, ilha da Madeira.
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Descrição
O Feiticeiro da Calheta.
João Gomes de Sousa (1895-1974), criador do Bailinho da Madeira depois popularizado por Maximiano de Sousa (Max) (1918-1980)
Com Francisco Faria e João Augusto Abreu, um filme de Luís Miguel Jardim, foi apresentado em estreia a 5 de março de 2017 no Centro de Congressos da Madeira.
Uma parte da coordenação foi feita por Eugénio Perregil, tendo participado Alberto João Jardim, Carlos Lélis da Câmara Gonçalves, João Carlos Abreu, Nini Andrade Silva e outras figuras da vida social e política madeirense, inclusivamente a mulher e o então Representante da República, Dr. Ireneu Barreto.
Calheta, ilha da Madeira.
João Gomes de Sousa (Calheta, Lombo do Atouguia, 30 nov. 1895; Idem, Lombo do Brasil, 8 jul. 1974), nascido a 30 de novembro de 1895 numa família numerosa e pobre, nunca foi à escola e viveu sem saber ler nem escrever. Apesar disso, foi um poeta popular importante, dotado de agudeza de espírito, de poder de observação e de memória invulgar. Desde muito cedo, compunha versos que depois eram passados à escrita por um amigo e, mais tarde, pela sua única filha, Maria de Jesus, fruto de um 2.º casamento. Agricultor de profissão e animador repentista dos arraiais madeirenses e do folclore do Arco da Calheta, o Feiticeiro da Calheta compôs versos para participar no concurso da primeira festa das vindimas realizada na cidade do Funchal, em 1938, na qual ganhou o primeiro prémio. Foi então o autor da génese da letra e música do depois famoso Bailinho da Madeira, que se tornou um ex-libris da ilha e que integra o conjunto das Sete Maravilhas da Cultura Popular de Portugal, desde setembro de 2020.