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Arquipelago de Origem:
Madeira (Região Autónoma)
Data da Peça:
2020-00-00
Data de Publicação:
30/09/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-09-30
Proprietário da Peça:
Vários
Proprietário da Imagem:
DEM 4
Autor da Imagem:
Vários
Aracnídeos da Madeira, 2020, entrada do DEM 4, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Aracnídeos da Madeira, 2020, entrada do DEM 4, ilha da Madeira.
    Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Garypus sp. (ordem Pseudoscorpiones), Trombidiidae (ordem Prostigmata), Ixodes ricinus (ordem Ixodida), Phalangiidae (ordem Opiliones), Argyope bruennichi (ordem Araneae) e Hogna heeri (ordem Araneae) (fotografias de António Aguiar).

    Os aracnídeos constituem um grupo de artrópodes em que se incluem as aranhas e os escorpiões. São frequentemente confundidos com insetos, no entanto, diferem destes no número de patas (os aracnídeos têm quatro pares, mais um do que os insetos), nunca apresentam asas e os seus corpos nunca são claramente divididos em três regiões, como acontece nos insetos. Podemos considerar a classe Arachnida dividida em quatro grandes grupos: os pseudoescorpiões, os opiliões, os ácaros (e seus parentes) e as verdadeiras aranhas. A última inventariação registou 338 espécies para o arquipélago, das quais 7 % são pseudoescorpiões, menos de 1 % são opiliões, 38 % são ácaros e 54 % são aranhas. Os pseudoescorpiões ou falsos-escorpiões, que totalizam 23 espécies distribuídas por 9 famílias, são na sua maioria predadores solitários que se alimentam de outros pequenos invertebrados. Muitos possuem glândulas venenosas nos pedipalpos, os quais são quelados (com tenazes ou pinças), tornando-os os únicos aracnídeos produtores de veneno além das aranhas e dos escorpiões. Superficialmente fazem lembrar pequenos escorpiões a que faltam as caudas e respetivos ferrões. Podem ser encontrados virtualmente em todos os habitats terrestres, mas são mais comuns na manta morta de folhas, no solo e debaixo da casca dos troncos de árvores e de lenha. São também frequentemente observados em grutas e cavernas, como as grutas do Cavalum em Machico, onde a espécie Paraliochthonius cavalensis foi encontrada e descrita como nova para a ciência. Muitas espécies também ocorrem junto à costa, perto do mar, como a Garypus beauvoisii, uma das maiores, presente nas ilhas Selvagens.