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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1921-00-00
Data de Publicação:
09/09/2026
Autor:
Quirino Avelino de Jesus
Chegada ao Arquipélago:
2026-09-09
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
DR
Autor da Imagem:
DR
Lusa Epopeia, Poema heroico, Quirino Avelino de Jesus, tomo 1, Lisboa, na Tipografia da Gazeta dos Caminhos de Ferro, 1921.

Categorias
    Descrição
    Quirino Avelino de Jesus (1865-1935), Lusa Epopeia, Poema heroico, tomo 1, Lisboa, na Tipografia da Gazeta dos Caminhos de Ferro, 1921.

    Quirino Avelino de Jesus (Funchal, 10 nov. 1865 - Lisboa, 3 abr. 1935). Tendo cursado o seminário do Funchal, veio a seguir para a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito. Fixou-se então em Lisboa onde desempenhou um importante e activo papel político nas áreas das questões sociais, religiosas, económicas e ultramarinas. Dirigiu assim os periódicos Portugal em África, Correio Nacional e Economista Português, tendo militado no Partido Regenerador e depois no Partido Nacionalista, de que depois se afastou progressivamente.
    A Lusa Epopeia, de Quirino de Jesus, foi publicada em Lisboa, em 1921, na Tipografia da Gazeta dos Caminhos de Ferro. Poema de timbre nacionalista, elege como herói Nuno
    Álvares Pereira (1360-1431), beatificado a 23 jan. 1919. Idealizado em dois tomos, o primeiro volume narra as façanhas do Condestável e do Mestre de Avis até ao Cerco de Lisboa. O segundo, que não chegaria a ser
    publicado, contaria o fim da campanha bélica contra os Castelhanos e faria um resumo das glórias marítimas e ultramarinas, desde a Dinastia de Avis até à atualidade do poeta. A matéria
    histórica colhe-a nas crónicas antigas, polvilhadas pelo dramatismo das tradições populares e pela imaginação do poeta. O arquétipo literário é assumidamente o da autoridade
    camoniana, exceto no maravilhoso, optando exclusivamente pelo cristão, o “único aceitável agora” (JESUS, 1921, “Advertência”). Composto, à maneira camoniana, em estrofes de
    oitava rima e verso decassílabo, o poema heroico apresenta-se dividido em 15 cantos.