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Arquipelago de Origem:
Paris
Data da Peça:
1824-00-00
Data de Publicação:
09/09/2026
Autor:
José Anselmo Correia Henriques
Chegada ao Arquipélago:
2026-09-09
Proprietário da Peça:
Não identificado
Proprietário da Imagem:
DR
Autor da Imagem:
DR
O charlatanismo, ou O congresso abolido em 5 de junho de 1823, José Anselmo Correia Henriques, Paris, Guiraudet, 1824, França.

Categorias
    Descrição
    José Anselmo Correia Henriques (1778-1831), O charlatanismo, ou O congresso abolido; poema heroe en verso solto,
    manuescripto achado n'um canto do palacio das Necesidas, depois das Cortes serem abolidas em 5 de junho de 1823,
    Paris, Guiraudet, Rua de Santo-Honório, 315, 1824, França.

    José Anselmo Correia Henriques (Ribeira Brava, 1777 ou 1778; Lisboa, 1831). Pertencia, embora por bastardia, a uma antiga e nobre família desta ilha, sendo filho natural de António João Correia Bettencourt Henriques e irmão de Fernando José Correia Brandão Bettencourt Henriques, Visconde de Torre Bela e ministro de Portugal na Prússia e na Suécia. Não sabemos que habilitações literárias possuía José Anselmo Correia Henriques, mas para o exercício dos cargos que desempenhou e escrever os livros que deu à publicidade, devera certamente ser um homem de não vulgar talento e de rara cultura intelectual. Tendo seguido a carreira diplomática e sendo um desvelado cultor das letras, faria por certo o seu aprendizado nalgum curso superior ou ao menos no Colégio dos Nobres, onde então se ensinavam as línguas mortas grega e latina, as línguas vivas francesa, inglesa e italiana, e historia, matemática, física, desenho, arquitetura, equitação, esgrima, etc.. Seguiu a carreira da diplomacia e apenas temos conhecimento de que nela houvesse exercido o lugar de representante de Portugal junto das cidades hanseáticas, que, como geralmente se sabe, eram Hamburgo, Bremen e outras, que constituíam uma espécie de confederação com representação diplomática em quase toda a Europa. Muitas das suas produções literárias foram impressas em varias cidades europeias, e desta circunstancia se pode talvez inferir que nalgumas delas tivesse tido residência como membro do corpo diplomático e fizesse parte das legações de Portugal em diversas cortes estrangeiras. É muito para acreditar que as obras editadas em Paris, Londres, Hamburgo, Veneza e Cristiania indiquem a permanência mais ou menos demorada do seu autor nessas cidades, no exercício de funções consulares ou diplomáticas. Esteve no Rio de Janeiro, quando a corte e o governo português se achavam ali estabelecidos, desempenhando alguns cargos de confiança junto do príncipe regente D. João. Entre as obras de Correia Henriques mencionadas por Inocêncio, destacaremos as suas Obras Poéticas, de que parece ter publicado apenas o primeiro tomo, os poemas herói-comicos A Padeira de Aljubarrota e Perodana, a tragédia Revolução de Portugal, a comédia Escola de Escândalo, e muitas outras, que, se não são obras primas no seu género, revelam no entretanto apreciáveis aptidões literárias e uma grande cultura de espírito. Traduziu o poema Arte da guerra, de Frederico, rei da Prússia, e ainda outras obras, e também publicou em Londres, em 1821, um jornal político a que deu o titulo de O Zorragar das côrtes novas. Faleceu em Lisboa em 1831 e era pai do primeiro conde do Seixal.