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Arquipelago de Origem:
Serra de Água
Data da Peça:
1952-06-01 00:00:00
Data de Publicação:
28/08/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-08-28
Proprietário da Peça:
EE Madeira
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal da Ribeira Brava
Autor da Imagem:
Câmara Municipal da Ribeira Brava
Central Hidroelétrica da Serra de Água, antiga Central de Salazar, 1 de junho de 1952, Ribeira Brava, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Central Hidroelétrica da Serra de Água, antiga Central de Salazar.
    Inaugurada a 1 de junho de 1952
    Fotografia da Câmara Municipal da Ribeira Brava de 2025.
    Serra de Água, ilha da Madeira.

    Levada do Norte ou Levada Ribeira Brava - Câmara de Lobos
    Madre, Ribeira da Hortelã, Seixal (1.025 mts); Fim, Sítio do Covão, Estreito de Câmara de Lobos (540 mts); 51 km. Foi inaugurada a 1 de junho de 1952 e fruto de 5 anos de trabalho intensivo, precedido de um ano de estudo em terreno e de dezenas de anos de conjetura até à sua realização. O plano que remontava a 1927, da autoria do Sindicato Agrícola de Câmara de Lobos, seria absorvido e incluído nas grande obras de aproveitamentos hidráulicos do país, sob a égide de Salazar, cujo preceito era de de nada se fazer sem um plano, de não o modificar em plena execução e de não o deixar a meio, para o trocar por programas de apetites. O plano seria executado na Madeira pela Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, chefiada inicialmente pelo Dr. João Abel de Freitas (1893-1948) e posteriormente pelo engenheiro Manuel Rafael Amaro da Costa (1910-1998).
    O lanço Sul da levada do Norte ou Levada da Ribeira Brava - Câmara de Lobos, possuía uma extensão total de 35.539 metros, dois quais 33.367 em céu aberto e os restantes 2.172, divididos por 13 túneis. A rede secundária de rega, canais novos e remodelados, neste lanço, possuía um desenvolvimento de 59 quilómetros.
    Na costa Norte, a levada contava com 15.706 metros, com 8.556 metros em céu aberto e 7.150 metros em 19 túneis. Foram também executadas obras de compensação pelos mananciais desviados, foi construída a Levada da Fajã do Rodrigues (6,5 km), ampliada e remodelada a Levada do Chão da Ribeira (5 km) e 11 quilómetros, de intervenções, na rede secundária na costa norte. A contagem total de canal principal da Levada do Norte ou Ribeira Brava-Câmara de Lobos seria de 51.245 metros. A extensão total de canais novos e remodelados no âmbito deste grande projeto atingiria os 133 quilómetros. Este empreendimento tornaria possível um caudal de rega, fora da época pluvial, de 502 litros por segundo, precedido do aproveitamento hidroelétrico deste caudal, na central de Salazar, agora denominada de Serra de Água. Abasteceria cerca de 1.400 ha de terrenos de cultivo, beneficiando 40.000 agricultores, cálculos do engenheiro Manuel Rafael Amaro da Costa, o cabouqueiro-mor.